Levantamento ouvirá 1.022 eleitores até quinta-feira e testa cenário entre Raquel Lyra e João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 02/02/2026, às 15h39
Datafolha inicia pesquisa eleitoral em Pernambuco nesta segunda-feira.
Levantamento testa disputa entre Raquel Lyra e João Campos.
Serão 1.022 entrevistas presenciais com eleitores a partir de 16 anos.
Estudo também medirá a intenção de voto para o Senado.
Datafolha inicia nesta segunda-feira (2) a primeira pesquisa do novo ciclo eleitoral para medir a intenção de voto ao Governo de Pernambuco. O levantamento será realizado até quinta-feira (5), quando está prevista a divulgação dos resultados.
A sondagem coloca em confronto direto a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), nomes que concentram as principais articulações para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas em 2026. Ambos buscam se afirmar como o principal aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.
Serão feitas 1.022 entrevistas presenciais com eleitores pernambucanos a partir de 16 anos, distribuídos em diferentes regiões do estado. Além do cenário para o Executivo estadual, a pesquisa também irá aferir a intenção de voto para o Senado.
O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (30), atendendo às exigências legais para divulgação de pesquisas eleitorais.
A primeira pesquisa Datafolha a medir o estado de Pernambuco foi divulgada em 29 de outubro. O levantamento apontou que João Campos vencia Raquel Lyra por 52% contra 30% da candidata à reeleição.
Outros nomes que pontuaram foi o vereador do Recife Eduardo Moura (Novo), que registrou 4%, seguido pelo ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado (PL), com 3% e pelo ex-vereador recifense Ivan Moraes, com 1%. Brancos e nulos somavam 8%, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
João Campos preside nacionalmente o PSB, partido que integra a base do governo federal e tem o vice-presidente Geraldo Alckmin como uma de suas principais lideranças. No plano estadual, o prefeito do Recife é apontado como o principal nome do campo governista aliado ao Planalto.
Raquel Lyra, por sua vez, deixou o PSDB e se filiou ao PSD em março, movimento interpretado como uma reconfiguração política com foco na ampliação do diálogo com o governo federal. A governadora tem recebido estímulos de lideranças petistas nacionais, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, além de parlamentares do partido em Pernambuco, sobretudo na Assembleia Legislativa.
O PSD é comandado nacionalmente por Gilberto Kassab e reúne quadros com projeção nacional, incluindo governadores citados como possíveis presidenciáveis, como Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS), o que adiciona complexidade ao posicionamento do partido no cenário de 2026.

João Campos e Raquel Lyra fazem acenos ao presidente Lula. Enquanto o prefeito, que já afirmou ser "soltado de Lula", durante agenda na Brasília Teimosa. João Campos (PSB) afirmou que o conjunto político que o acompanha estará alinhado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi feita na sexta-feira (30), em meio às discussões sobre a formação das chapas majoritárias no estado e após manifestação do presidente estadual do PT, Carlos Veras, de que a legenda dará prioridade a alianças com grupos “100% fiéis” ao presidente.
Segundo o pré-candidato do PSB ao Palácio do Campo das Princesas, a posição expressa por Veras não altera o desenho político da Frente Popular. “Não muda nada. A gente vai estar 100% com Lula. Todo o nosso conjunto vai votar em Lula para presidente”, disse.
Do outro lado, Raquel Lyra (PSD) afirmou manter disposição para o diálogo institucional com o governo federal e destacou a relação construída com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em resposta a questionamento sobre eventual alinhamento político exigido pelo PT para a disputa estadual de 2026. A declaração foi durante a entrega da dragagem do canal interno do Complexo Industrial Portuário de Suape, e ocorre em meio ao debate sobre a formação de palanques em Pernambuco e após aval do PSD para que governadores apoiem o candidato presidencial de sua preferência.
Ao ser perguntada se estaria disposta a apoiar Lula diante da sinalização do PT de que apoiará apenas quem esteja “100% com o presidente”, Raquel ressaltou a parceria administrativa com o Planalto e evitou antecipar posicionamentos eleitorais. “Quero agradecer ao presidente Lula e ao governo federal, porque desde o primeiro momento ele disse que não faltaria Pernambuco”, afirmou, ao citar destravamento de projetos nas áreas de infraestrutura, mobilidade e logística.
A governadora listou ações executadas em parceria com a União, como obras no Porto de Suape, requalificação viária e investimentos no metrô. Segundo ela, o Estado já conta com R$ 50 milhões em execução e deve receber mais R$ 300 milhões neste ano para o sistema metroviário, incluindo a requalificação de terminais e a incorporação de novos trens. “Tudo que levamos como prioridade teve resposta clara do governo federal”, disse.