Prefeito do Recife diz manter diálogo com PP e União Brasil sobre apoio da federação e afirma que negociações ocorrem no plano estadual e nacional.
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 12/03/2026, às 15h02
- João Campos confirmou diálogo com PP e União Brasil sobre apoio eleitoral.
- Convite para conversa partiu do deputado federal Eduardo da Fonte.
- Mendonça Filho pediu à direção nacional que defina posição da federação.
- Debate ocorre em meio à janela partidária e às articulações para 2026.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), afirmou nesta quinta-feira (12) que mantém diálogo com Eduardo da Fonte, presidente da federação União Progressista, entre o PP e o União Brasil à sua candidatura ao Governo de Pernambuco na eleição que se aproxima.
Segundo o prefeito, as conversas fazem parte de articulações mais amplas conduzidas com diferentes partidos. Campos ressaltou que também participa das negociações na condição de dirigente nacional do PSB.
“A gente vem conversando com diversos partidos políticos, inclusive com a federação que vem se formando do PP e União. Eu, enquanto dirigente nacional, também tenho diálogo com diversos presidentes nacionais de partido" declarou João Campos.
O prefeito afirmou que o contato veio do deputado federal Eduardo da Fonte. "Teve o convite do próprio Eduardo [da Fonte]. A gente tá conversando com a federação. Então eu tô conversando com os dois partidos”, afirmou durante agenda no Recife.
A aproximação pode alterar o cenário de alianças no estado. O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP e pré-candidato ao Senado, é apontado como um dos principais aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição.
Na federação em formação, o União Brasil é comandado em Pernambuco pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, aliado político de João Campos e também cotado para disputar uma das vagas ao Senado.
Campos afirmou que esteve reunido na quarta-feira (11) com Miguel Coelho e destacou que as negociações ocorrem tanto no plano estadual quanto no cenário nacional.
No âmbito federal, o prefeito disse considerar estratégica a neutralidade da federação entre PP e União Brasil nas disputas estaduais, posição que, segundo ele, também pode beneficiar a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O prefeito também defendeu que as decisões dentro de alianças políticas sejam tomadas de forma coletiva. “Numa frente, ninguém é candidato de si, nem ninguém pode de forma isolada impedir alguma outra candidatura. Um conjunto que defende um conjunto de candidaturas é sempre o caminho mais harmônico”, declarou.
O deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE) solicitou à direção nacional da Federação União Progressista que defina qual candidatura ao Governo de Pernambuco será apoiada nas eleições de: a da governadora Raquel Lyra (PSD), que disputará a reeleição, ou a do prefeito do Recife, João Campos, principal nome da oposição.
O pedido foi formalizado por meio de ofício enviado aos presidentes nacionais do União Brasil, Antônio Rueda, e do Progressistas (PP), Ciro Nogueira. No documento, o parlamentar argumenta que a federação vive um cenário de divisão interna no estado e defende que a definição seja tomada pelas instâncias nacionais das siglas.
“Sempre pautei minha atuação pela transparência e pela clareza de posicionamentos políticos. Aprendi com meu pai que em política a gente tem que ter lado. Por isso, defendo que a Federação tem que assumir uma posição, em respeito aos seus filiados, aos deputados, prefeitos e aos candidatos ao Governo”, afirmou Mendonça.
Aliado de Raquel Lyra, Mendonça defende que a federação apoie a candidatura à reeleição da atual gestora. Menos de um mês atrás, o PP, que ocupa cargos na estrutura do governo, incluindo no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE), Porto do Recife, Secretaria de Turismo e Arena de Pernambuco, declarou apoio à governadora.
O partido pode sofrer uma debandada, visto que o PP compõe a base de Raquel Lyra na Alepe e estamos em janela partidária até o dia 3 de abril. O deputado estadual Antônio Moraes (PP) falou publicamente que pode trocar de legenda. Ele declarou, na quarta (11), que deixará o partido caso Eduardo da Fonte, opte por compor a chapa de João Campos.
O parlamentar afirmou que se filiará ao PSD, caso o PP confirme apoio ao principal nome da oposição. Moraes disse que conversou com o deputado federal Lula da Fonte (PP) e expôs que parlamentar federal revelou que João Campos fez o convite a Dudu, como é chamado no meio político, para compor o Senado ao lado de Humberto Costa (PT).
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