Essa é a primeira vez que Marília Arraes revela ida ao PDT oficialmente. Apesar de aproximação do PP/UB dos socialistas, Arraes rejeita candidatura avulsa
por Cynara Maíra
Publicado em 06/03/2026, às 08h39 - Atualizado às 09h31
A ex-deputada Marília Arraes confirmou oficialmente sua saída do Solidariedade e sua filiação ao PDT, prevista para ocorrer ainda neste mês de março.
Em entrevista ao SBT News, ela descartou uma candidatura avulsa ao Senado e reafirmou o interesse em compor a chapa majoritária do prefeito João Campos (PSB).
Marília rechaçou alianças com a governadora Raquel Lyra (PSD) e garantiu não ter dialogado com a tucana desde a pré-campanha de 2022.
A pré-candidata defendeu uma chapa composta por dois nomes de esquerda para garantir a governabilidade de Lula (PT) no Senado, o que favoreceria uma dobradinha com Humberto Costa (PT).
Liderando as pesquisas com cerca de 40% das intenções de voto, Marília criticou o machismo na política local, questionando o espanto gerado por sua pré-candidatura em comparação com a movimentação antecipada de aliados homens.
A ida para o PDT blinda Marília contra a principal crítica de seus adversários pelo espaço na chapa do PSB: a falta de tempo de TV e de estrutura do antigo partido.
A ex-deputada federal Marília Arraes confirmou oficialmente a sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e rejeitou a possibilidade de disputar o Senado Federal com uma candidatura avulsa nas eleições de 2026.
Em entrevista ao canal SBT News na quinta-feira (05), a política manteve a tese de que deseja integrar a chapa majoritária do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Ela também negou qualquer diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD).
Apesar das declarações de membros do PDT, essa é a primeira vez que Marília assume a mudança de legenda. O presidente nacional da antiga legenda, Paulinho da Força, oficializou o desligamento da ex-parlamentar na terça-feira (03) por meio de nota.
A filiação ao PDT deve ocorrer ainda em março.
Questionada sobre o xadrez eleitoral, Marília descartou concorrer de forma isolada. A ex-deputada afirmou manter uma relação com João Campos desde o segundo turno de 2022 e declarou que aguarda o tempo do prefeito para a definição da chapa governista.
"Eu não entendo por que ficam inventando essa possibilidade de eu ser candidata avulsa. Eu tenho sido bastante correta com o João Campos, eu gostaria bastante de apoiá-lo, mas acredito que qualquer candidato a governador tem seu tempo", disse a política.
Apesar de o presidente do PDT, Carlos Lupi, admitir anteriormente uma possível composição com Raquel Lyra para garantir a vaga ao Senado, Marília garantiu não ter conversado com a governadora desde a pré-campanha de 2022.
A ex-parlamentar rechaçou especulações de aliança com o Palácio do Campo das Princesas e prometeu atuar como uma defensora da governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado.
Marília defendeu a formação de um palanque puramente de esquerda para o Senado, o que a beneficiaria na composição com Humberto. Com duas vagas em disputa, ela avalia que candidaturas alinhadas a Lula fortalecem o projeto nacional.
A política argumentou que seus eleitores não migrariam para candidatos de centro ou de direita, favorecendo uma dobradinha com nomes do próprio campo progressista, como o do senador Humberto Costa (PT), atual segundo colocado nas pesquisas.
A pré-candidata lidera as sondagens com cerca de 40% das intenções de voto. Ela criticou a antecipação do debate por parte de aliados homens e questionou o espanto gerado pela confirmação de sua candidatura, apontando uma diferença de tratamento por ser a única mulher na disputa. Em ocasiões anteriores, a política já havia afirmado que grupos desconsideram sua posição de liderança nas pesquisas por machismo.
A disputa pelas vagas na chapa socialista envolve concorrência. Outros postulantes incluem o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil).
A mudança para o PDT garante a Marília o acesso a uma estrutura partidária maior, com mais recursos e tempo de televisão, uma das principais críticas dos adversários da ex-deputada sobre o Solidariedade.