Ex-deputada e pré-candidata ao Senado negocia filiação ao PDT; Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, divulga nota sobre desligamento
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 03/03/2026, às 17h18 - Atualizado às 17h19
Solidariedade anunciou a saída de Marília Arraes nesta terça (3).
Ex-deputada negocia filiação ao PDT para disputar o Senado em 2026.
PRD afirmou que ela já não integra a federação com o Solidariedade.
Lideranças do PDT confirmam tratativas e apontam filiação em março.
De malas prontas para o PDT, a pré-candidata ao Senado Marília Arraes tem saída do Solidariedade confirmada pelo presidente nacional da legenda, Paulinho da Força, nesta terça-feira (3). O deputado federal avisou por meio de nota. A movimentação ocorre após declarações públicas da ex-parlamentar de que sua pré-candidatura ao Senado em 2026 “não tem volta” e com declaração irrestrita de apoio a João Campos (PSB), ao governo do estado e à reeleição do presidente Lula.
A possibilidade de filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) vinha sendo discutida nos bastidores. Em entrevista ao PodJá – O Podcast do Jamildo, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), afirmou que participou das tratativas para a entrada de Marília na sigla e declarou que ela está “muito próxima de se filiar ao PDT”.
Ao site Poder360, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, informou que a filiação deve ocorrer ainda neste mês de março.
Na segunda-feira (2), o presidente estadual do Partido Renovação Democrática (PRD) em Pernambuco, o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, declarou que Marília já não integrava a federação formada entre PRD e Solidariedade. Segundo ele, a saída teria sido previamente comunicada a Paulinho da Força.
Na nota divulgada nesta terça, o Solidariedade afirmou que, desde a filiação de Marília Arraes, assegurou “segurança institucional, estrutura política e apoio integral” à então filiada. O texto acrescenta que foi na legenda que ela “consolidou projeção nacional e autonomia para trilhar seus próprios caminhos em Pernambuco”.
O partido também relembra que, ao deixar o PT para disputar o Governo do Estado, “foi o Solidariedade quem a acolheu com lealdade, garantindo sua candidatura sem ceder a qualquer tentativa de ingerência”. A nota diz ainda que “narrativas não se sobrepõem aos fatos” e que a sigla não pode ser responsabilizada “por debates prematuros ou por cenários que sequer estão formalmente constituídos”.
Ao final, o Solidariedade deseja êxito à ex-deputada “em seus próximos passos”.
As declarações ocorrem em meio à disputa por espaço na chapa majoritária do prefeito do Recife, João Campos, para o Senado em 2026. Marília tem reiterado que manterá a pré-candidatura, apesar de avaliações no meio político de que poderia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Ainda na entrevista ao PodJá, Wolney Queiroz afirmou que a ex-deputada é “muito enfática, muito firme” e possui “níveis de densidade eleitoral nas pesquisas que dão a ela essa possibilidade de pleitear uma vaga no Senado”. Segundo ele, o PDT observa o cenário “para ver qual a melhor forma de fortalecer o projeto do partido em consonância com o lado do presidente Lula”.