João Campos rebate Lupi e afirma que chapa para 2026 ainda não está definida: "não tem decisão tomada"

Presidente do PDT disse que Marília Arraes disputará o Senado e apontou dificuldades com João Campos; prefeito afirmou que não há chapa definida

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 12/03/2026, às 14h12

Imagem João Campos rebate Lupi e afirma que chapa para 2026 ainda não está definida: "não tem decisão tomada"

- Carlos Lupi confirmou Marília Arraes como candidata ao Senado em 2026.

- Dirigente disse que João Campos teria chapa praticamente definida.

- Prefeito do Recife negou a informação e afirmou que negociações continuam.

- Encontro entre Campos e Lupi está previsto para ocorrer em Brasília.

presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta quinta-feira (12) que a ex-deputada federal Marília Arraes será candidata ao Senado nas eleições de 2026. Segundo ele, o partido ainda não definiu se a pedetista integrará uma eventual chapa liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD) ou pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), que é apontado como provável candidato ao governo do estado.

Em à Rádio Jornal e à Rádio Folha, Lupi disse que a candidatura de Marília é a única definição do partido no estado até o momento. “A única candidatura certa que eu tenho no PDT, no estado de Pernambuco, é Marília Arraes para o Senado. A decisão de Marília é irreversível de ser candidata ao Senado”, afirmou.

O dirigente pedetista relatou que mantém diálogo com os dois principais nomes que devem disputar o governo estadual em 2026. No entanto, afirmou que há dificuldades na interlocução com João Campos diante de informações de que o prefeito já teria uma chapa majoritária praticamente definida.

O que se noticia é que ele já está com sua chapa fechada para governador, indicando o nome para vice e para as duas vagas do Senado. Então, praticamente nos empurra para fora da sua aliança”, declarou.

Apesar da avaliação, Lupi disse que o diálogo com o prefeito recifense continua. Ele também afirmou que iniciou conversas com a governadora Raquel Lyra sobre a possibilidade de composição eleitoral.

A gente tem uma relação mais antiga e mais próxima com o João, mas já dialogamos com ele, temos uma boa conversa, e tivemos conversando também, por enquanto por telefone, com a governadora Raquel, para aventar essas hipóteses”, disse.

O presidente do PDT cumpre agenda política no Recife nesta semana, voltada à organização das chapas proporcionais do partido. Segundo ele, não havia encontros confirmados com os dois possíveis candidatos ao governo durante a visita, apesar das especulações de véspera, porque Raquel cumpre agenda no Sertão do estado.

João Campos contesta avaliação

Marília Arraes, João Campos e Silvio Costa Filho
Marília Arraes, João Campos e Silvio Costa Filho - DIVULGAÇÃO

Após as declarações de Lupi, o prefeito do Recife, João Campos, afirmou que ainda não há definição sobre a composição da chapa majoritária para 2026 e negou que o PDT esteja fora de uma eventual aliança.

Campos disse que conversou recentemente com o dirigente pedetista e que um novo encontro está previsto para ocorrer na próxima semana, em Brasília.

Eu tenho muito respeito pelo presidente Lupi. Tive com ele uma conversa na semana passada e não tem decisão tomada. Então, não é verdade essa informação”, afirmou o prefeito.

Segundo ele, as conversas com o PDT fazem parte de um diálogo mais amplo entre as duas legendas em nível nacional. “Já estou marcado com o presidente Lupi de sentar, na semana que vem em Brasília. A gente vai tratar não só daqui de Pernambuco. Temos uma aliança próxima ao PDT no Brasil todo e alguns ajustes vão ser feitos”, disse.

Questionado sobre especulações em torno da possível formação da chapa, o prefeito reiterou que não há definição sobre nomes para o Senado ou para a vice. “Ninguém disse que estaria pronta, então não tem como desmentir o que não foi dito. Não tem chapa montada, não tem chapa pronta. Isso é um processo”, declarou. Na última semana, ganhou força nos bastidores que as conversas entre João e o PP avançaram e que o deputado estadual Antonio Coelho (União Brasil) seria vice, enquanto Eduardo da Fonte (PP) viria para o Senado.

Campos também afirmou que as decisões sobre a formação da chapa serão tomadas de forma coletiva dentro da coalizão política. “Na política e na democracia não há uma afirmação individual soberana, há um conjunto de definições. Então, não tem nada montado, não tem nome definido”, acrescentou.