PF instaura investigação contra Polícia Civil de Raquel Lyra sobre monitoramento de secretário de João Campos

Após Gilmar Mendes pedir análise da PF, agentes formalizaram um inquérito para investigar a ação da Polícia Civil de Pernambuco em caso de secretário

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 20/02/2026, às 07h31 - Atualizado às 08h03

Montagem de duas fotos, à esquerda Raquel Lyra fala ao microfone, à direita João Campos
PF irá investigar atuação da Polícia Civil de Pernambuco em monitoramento de secretário de João Campos - Montagem: jamildo.com

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar se a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) realizou monitoramento ilegal contra o secretário de Articulação Política do Recife, Gustavo Monteiro.

A investigação atende a um pedido do ministro Gilmar Mendes (STF), que identificou indícios de uma suposta "estrutura paralela de inteligência" na gestão de Raquel Lyra (PSD).

Mendes também determinou o trancamento de uma investigação do MPPE contra secretárias da gestão de João Campos (PSB), classificando a ação como "genérica e desproporcional".

O PSB alega que houve quebra da neutralidade do Estado em período pré-eleitoral, visando desgastar aliados do prefeito do Recife.

O Governo de Pernambuco e a Secretaria de Defesa Social (SDS) defendem a legalidade da atuação policial, afirmando que a inteligência apenas apurava uma denúncia anônima de corrupção.

A Polícia Federal decidiu abrir um inquérito para investigar a atuação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) no monitoramento do secretário de João Campos (PSB), Gustavo Monteiro.

O caso ocorre após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedir que a PF analisasse se haveria "elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais". Após avaliação dos agentes, a corporação formalizou um inquérito de investigação.

As informações sobre a instalação da investigação da PF são da Revista Veja

Sobre a decisão do STF em relação ao caso da Polícia Civil contra secretário de João Campos

No dia 09 de fevereiro, o ministro Gilmar Mendes autorizou a Polícia Federal a investigar a atuação da Polícia Civil da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) por indícios de suposto monitoramento ilegal de agentes públicos ligados à Prefeitura do Recife, entidade chefiada pelo prefeito e possível adversário de Raquel, João Campos (PSB). 

Mendes também determinou que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) trancasse um inquérito que investigava três secretárias da gestão socialista. O ministro acatou a alegação das investigadas de que a investigação tornou-se genérica e desproporcional após sair de verificar atas de registro de preços para quebrar sigilos sem autorização. 

A decisão de Gilmar Mendes veio de um pedido do PSB, partido de João Campos. A legenda citou que haveria uma quebra na neutralidade do Estado em período pré-eleitoral

O magistrado entendeu haver indícios suficientes para investigar o caso por uma suposta "estrutura paralela de inteligência" e uso de tecnologias invasivas fora de inquérito formal. 

Em nota ao Jamildo.com após a decisão, o Governo de Pernambuco reafirmou o respeito às instituições e defendeu a legalidade das ações policiais

Entenda o caso do monitoramento do secretário de João Campos

Uma reportagem da TV Record em 25 de janeiro divulgou que a Polícia Civil de Pernambuco monitorou o secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, em uma operação chamada de "Nova Missão". 

Após a repercussão do caso, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que a ação do setor de inteligência da Polícia Civil investigava uma denúncia anônima de corrupção com o uso de um carro da Prefeitura do Recife. A gestão defende a legalidade dos métodos.

Alessandro declarou que a investigação preliminar não encontrou ilícitos e a corporação não instalou inquérito sobre.