Presidente da Câmara do Recife diz que pedido de impeachment contra prefeito do Recife não se sustenta

Presidente da Câmara diz que requerimento será analisado pela Procuradoria e afirma que, embora discorde do mérito, seguirá o regimento interno

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 15/01/2026, às 15h55

Imagem Presidente da Câmara do Recife diz que pedido de impeachment contra prefeito do Recife não se sustenta

Romerinho Jatobá considera descabido pedido de impeachment contra João Campos

Requerimento foi encaminhado à Procuradoria da Câmara para análise técnica

Pedido foi apresentado após controvérsia envolvendo concurso para procurador

Prefeito classificou iniciativa como oportunismo eleitoral e disse confiar no Legislativo

Presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB) afirmou que considera “descabido” o pedido de impeachment apresentado contra o prefeito João Campos (PSB) e disse que a tramitação seguirá os ritos previstos no Legislativo municipal.

A declaração foi dada após a inauguração da Ponte do Arruda, na Zona Norte do Recife, nesta quinta-feira (15). Segundo Jatobá, o requerimento já foi encaminhado à Procuradoria da Câmara para análise técnica antes de qualquer deliberação.

Recebemos o pedido e encaminhamos à Procuradoria. Não é um tema corriqueiro na Casa, por isso quero que o parecer jurídico balize a decisão. Assim que houver retorno, vamos comunicar ao plenário, à imprensa e aos vereadores”, afirmou.

O presidente da Câmara ressaltou que, apesar de discordar do conteúdo, o pedido cumpre uma prerrogativa legal do parlamentar que o apresentou. “É um direito de qualquer vereador, desde que cumpridos os requisitos da lei. Eu, particularmente, entendo como descabido, mas vamos seguir o regimento e o rito estabelecido”, disse.

Jatobá acrescentou que, com o trabalhos legislativos retomando as atividades, ainda não houve tempo hábil para avaliação do caso. “Apenas o plenário retomou as atividades. Não houve deliberação até o momento”, explicou.

O pedido de impeachment foi protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo) após controvérsia envolvendo candidatos ao cargo de procurador do município. Um deles declarou deficiência física no momento da inscrição, enquanto outro, classificado em 63º lugar, apresentou atestado de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em 2025, dois anos após a homologação do concurso.

No último dia 7, João Campos classificou a iniciativa como “oportunismo eleitoral”. “Ano de eleição, com nossos nomes aparecendo nas pesquisas, algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim. Vou tratar tudo com seriedade e respeito”, afirmou. O prefeito também mencionou ter um irmão com síndrome de Down e disse confiar no julgamento da Câmara Municipal.