O PP oficializará o endosso à reeleição de Raquel Lyra em evento nesta sexta (08), mas entrada de Miguel Coelho na base governista gera disputa pelo Senado
por Cynara Maíra
Publicado em 08/05/2026, às 08h54
O Partido Progressistas em Pernambuco oficializa apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra após semanas de rumores sobre rompimento político.
A crise ganhou força após especulações de aproximação entre Eduardo da Fonte e João Campos.
O impasse levou à exoneração de indicados do PP no governo estadual, mas foi amenizado por articulações de Lula da Fonte e reuniões entre os grupos.
Com o acordo, a federação União Progressista (União Brasil + PP) passa a integrar oficialmente a base de Raquel Lyra para 2026.
A definição da segunda vaga ao Senado segue indefinida, com disputa entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte dentro da aliança governista.
Nesta sexta-feira (08), o Partido Progressistas (PP) em Pernambuco oficializará, a partir das 11h, o endosso à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). A decisão de posição ocorre após rumores de tensões entre a governadora e o presidente estadual do partido, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).
O caso ficou público depois que rumores indicavam uma possível conversa entre da Fonte e o pré-candidato ao Governo João Campos (PSB), principal rival da gestora. A entrada da deputada estadual Gleide Angelo no PP após anos no PSB também acendeu esse questionamento.
Com essa situação, a governadora exonerou diversos indicados do PP no Governo de Pernambuco, o que aparentou confirmar a ruptura.
Eduardo da Fonte também chegou a dizer que não teria definido um nome de apoio e que uma decisão oficial poderia ocorrer durante o período de convenções partidárias, que ocorrem em junho.
Ainda em 26 de março de 2026, Dudu conversou com o Jamildo.com e afirmou que a situação se encaminhava para um apoio a Raquel Lyra, mas que o processo precisaria passar pelos ritos da legenda.
O deputado federal afirmou que a retirada dos cargos teria sido precipitada e disse que não poderia "implodir essa relação simplesmente por causa de um momento difícil ou de uma divergência".
Vice-presidente estadual do PP e filho de Dudu, o deputado federal Lula da Fonte (PP) parece ter trabalhado para colocar panos quentes na relação. Em 30 de março, o político citou que as especulações seriam "notícias falsas" e que "o PP estará ao lado de Raquel Lyra".
A situação parece ter sido resolvida em definitivo após uma reunião entre os políticos, quando Raquel já apareceu nas inserções do PP-PE.
O encontro na sede do PP colocará a federação União Progressista (União Brasil + PP) oficialmente na chapa de Raquel na eleição de 2026. O grupo tem o maior tempo de TV do país e o terceiro maior fundo eleitoral, o que poderá ajudar na disputa contra João Campos.
Com a resolução desse impasse, resta agora a questão do Senado. Como a governadora já colocou o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) como um de seus nomes para Casa, sobraria apenas mais uma vaga para a chapa. O imbróglio é que tanto Miguel Coelho (UB) quanto Eduardo da Fonte gostariam de assumir o posto.
Miguel voltou ao lado de Raquel Lyra logo no início das tensões entre a governadora e o PP e tem acompanhado muitas agendas da gestora pelo estado e se mostra o nome mais competitivo ao lado de Raquel nas pesquisas ao Senado. O principal ponto em vantagem para da Fonte seria sua liderança da federação e as articulações com as autoridades políticas pelo estado.
Como o PP é o maior partido do grupo em Pernambuco, a legenda terá mais peso em uma decisão.
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