Raquel Lyra exonera indicados de Eduardo da Fonte no Detran-PE

Governadora afasta oito nomes do Detran-PE e dá sequência à dissociação do governo com o Partido Progressistas, de Eduardo da Fonte

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 19/03/2026, às 07h31 - Atualizado às 08h11

Raquel Lyra olha de lado em meio a diversas pessoas
Também indicado pelo PP, o diretor presidente do departamento segue no cargo - Yan Lucca/ Jamildo.com

Raquel Lyra exonerou oito aliados do deputado Eduardo da Fonte no Detran-PE, com efeito retroativo a 18 de março.

As demissões atingem cargos estratégicos, como diretorias e gerências, enquanto o presidente do órgão segue no posto.

A governadora já havia exonerado outros indicados do PP em órgãos como Lafepe, Ceasa e Porto do Recife.

As mudanças refletem reação à aproximação do PP com João Campos, adversário político.

A governadora Raquel Lyra (PSD) realizou mais uma onda de exoneração a aliados do deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Desta vez, no Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE). 

A lista de nomes foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (19). Oito pessoas foram exoneradas: 

  • diretor de Gestão;
  • diretor Jurídico;
  • diretor de Operações;
  • diretor de Relações Institucionais;
  • superintendente de Educação de Trânsito;
  • coordenador de Segurança e Transporte;
  • gerente de Psicomédica; e
  • gerente de Habilitação de Condutores. 

Apesar de publicadas hoje, as dispensas possuem efeito retroativo ao dia 18 de março. 

O diretor presidente do departamento, que também foi indicado pelo Partido Progressistas, ainda segue na função. 

Ainda nesta semana, na terça-feira (17), Raquel Lyra decidiu exonerar os dirigentes Plínio Pimentel (Lafepe), Bruno Rodrigues (Ceasa) e Paulo Nery (Porto do Recife), todos indicados pelo PP. Porém, o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba, não foi exonerado, apesar de ser aliado de Dudu, devido a uma possível filiação ao PSDB, partido que voltou a integrar o entorno do governo.

Os movimentos são uma reação da gestora devido à aproximação da legenda com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), principal nome da oposição para a disputa pelo governo.

A reorganização abre espaço para redistribuição de cargos e ampliação de alianças. Com a saída do PP, áreas da gestão passam a ser utilizadas como instrumento de articulação política, com possibilidade de acomodar aliados já presentes ou atrair novos partidos para a base governista.

A decisão ocorre em meio às articulações para a formação da Federação União Progressista (UP), cuja homologação está prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o próximo dia 26.