Mendonça Filho afirma que divergências regionais sobre 2026 comprometem a viabilidade da Federação União Progressista, em análise no TSE
por Jamildo Melo
Publicado em 16/03/2026, às 08h29 - Atualizado às 08h42
O deputado federal Mendonça Filho pediu ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, o cancelamento da Federação União Progressista, formada com o Progressistas e ainda em análise no Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo o parlamentar, divergências regionais e conflitos políticos já comprometem a viabilidade da aliança antes mesmo da formalização.
Mendonça argumenta que a indefinição pode atrapalhar a organização eleitoral para 2026.
Em Pernambuco, ele defende que a federação apoie a reeleição da governadora Raquel Lyra.
O deputado pediu que a Executiva Nacional do partido avalie com urgência o cancelamento do registro da federação.
O deputado federal Mendonça Filho solicitou ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, o cancelamento do registro da chamada Federação União Progressista — aliança partidária firmada entre o União Brasil e o Progressistas.
A federação ainda se encontra em fase final de validação no Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo assim, segundo Mendonça, o arranjo político enfrenta entraves regionais e divergências internas que, diz ele, colocam em dúvida sua viabilidade antes mesmo da formalização.
“A federação sequer foi referendada pelo TSE e já agoniza em meio a entraves regionais, conflitos e indefinições em vários estados, inclusive em Pernambuco. Esse cenário prejudica a organização eleitoral, dificulta a formação de chapas competitivas e coloca em risco a própria estabilidade partidária”, afirmou o parlamentar, em informe ao site Jamildo.com.
No fim de semana, Mendonça encaminhou ofício a Antônio Rueda pedindo que a direção nacional do União Brasil avalie com urgência o cancelamento da federação.
No documento, o deputado argumenta que a Executiva Nacional do partido precisa analisar os impactos políticos da aliança partidária sobre a organização eleitoral para 2026.
“Considero indispensável que esta Presidência submeta, com a devida urgência, à apreciação da Executiva Nacional do União Brasil a avaliação do cancelamento do registro da Federação União Progressista, como medida necessária para preservar a estabilidade política, a segurança institucional e a capacidade organizativa do União nas eleições de 2026”, escreveu.
A discussão sobre a federação ganha peso especial em Pernambuco. Como o site Jamildo.com já registrou em outras reportagens, a formação da aliança entre União Brasil e Progressistas abriu um novo capítulo nas disputas internas do campo político local.
Aliado da governadora Raquel Lyra, Mendonça defende que a federação apoie a reeleição da gestora em 2026. No entanto, há divergências entre lideranças estaduais sobre qual projeto político deve ser apoiado.
Antes de pedir o cancelamento da federação, Mendonça havia solicitado um posicionamento formal das direções nacionais do União Brasil e do Progressistas sobre o cenário eleitoral pernambucano.
Segundo o deputado, o próprio estatuto da Federação União Progressista prevê que, em caso de impasse regional, a decisão deve ser tomada pelas instâncias nacionais das duas legendas.
“O estatuto é claro. Se há divisão no âmbito estadual, a decisão deve ser submetida às direções nacionais. Isso dará clareza política e estratégica à atuação da federação em Pernambuco e permitirá melhor organização do processo eleitoral no estado”, afirmou.
Membro da Executiva Nacional do União Brasil, Mendonça avalia que o momento é decisivo para as articulações eleitorais. Com a aproximação do fim da janela partidária e das convenções que antecedem o pleito de 2026, a indefinição política pode afetar a montagem das chapas.
Na avaliação do parlamentar, o eventual cancelamento da federação permitiria que União Brasil e Progressistas reorganizassem suas estratégias eleitorais com maior autonomia nos estados.
“Ao longo de minha trajetória pública sempre pautei minha atuação pela transparência, previsibilidade e clareza de posicionamentos políticos. Esses princípios são fundamentais, tanto na vida quanto na política”, disse.
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