Raquel Lyra exonera indicados de Eduardo da Fonte e abre espaço para novos aliados

Governadora exonera indicados do PP do governo, antecipa rearranjo político e cria espaço para atrair novos aliados para a base

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 18/03/2026, às 10h07 - Atualizado às 10h14

Governadora Raquel Lyra
Governadora Raquel Lyra - Hesíodo Góes/Secom

A governadora Raquel Lyra (PSD) promoveu mudanças na estrutura do governo estadual ao exonerar indicados ligados ao Progressistas (PP) em cargos indicados pelo deputado federal Eduardo da Fonte, na terça-feira (17). Foram exonerados Plínio Pimentel, Bruno Rodrigues e Paulo Nery, dirigentes do Lafepe, da Ceasa e do Porto do Recife, respectivamente.

A decisão ocorre em meio às articulações para a formação da Federação União Progressista (UP), cuja homologação está prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o próximo dia 26. O movimento é uma reação da gestora devido a aproximação do PP com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), principal nome da oposição para a disputa pelo governo.

Ao retirar os indicados de Eduardo da Fonte, a governadora afasta o pré-candidato ao Senado de sua base e antecipa uma reconfiguração na base política e reduz o espaço do grupo comandado pelo parlamentar dentro da administração estadual. Ao mesmo tempo, manteve o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba, que é aliado de Dudu, mas é apontado como defecção Progressistas e pode se filiar ao PSDB, partido que voltou a integrar o entorno do governo.

O secretário, que sairá do cargo para concorrer ao mandato de deputado estadual, foi procurado pela reportagem, mas não obtivemos resposta. Anteriormente, ele havia comentado com o site Jamildo.com que apoiará Raquel na recondução do mandato, com a chapa majoritária com Dudu e Fernando Dueire (MDB).

A reorganização abre espaço para redistribuição de cargos e ampliação de alianças. Com a saída do PP, áreas da gestão passam a ser utilizadas como instrumento de articulação política, com possibilidade de acomodar aliados já presentes ou atrair novos partidos para a base governista.

Entre as legendas que entram no radar estão o Republicanos, ligado ao ministro Silvio Costa Filho - que atualmente é visto na composição da governadora, após perder espaço com João Campos. E o MDB, que enfrenta disputa judicial pelo comando estadual, mas que no momento está próximo do socialista.

Após as exonerações e filiações no PSD, Raquel Lyra seguiu para Brasília, onde intensifica negociações sobre a composição política para as eleições. João Campos também cumpre agenda na capital federal com foco em articulações.