Eduardo da Fonte não guarda mágoas e quer União Progressista com Raquel Lyra

Deputado do Avante relata conversa com Eduardo da Fonte e afirma que parlamentar sinalizou desejo de permanência na base da governadora

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 24/04/2026, às 18h09 - Atualizado às 18h10

Imagem Eduardo da Fonte não guarda mágoas e quer União Progressista com Raquel Lyra

Waldemar Oliveira diz que Eduardo da Fonte quer seguir com Raquel Lyra

Deputado afirma que não há mágoas após mudanças no governo estadual

Federação União Progressista é vista como estratégica na eleição

Segunda vaga ao Senado segue em disputa entre aliados

O deputado Eduardo da Fonte (PP) não demonstra ter mágoas em relação ao governo estadual e sinaliza disposição para manter a Federação União Progressista - da qual é presidente estadual - alinhada à governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições de 2026. A declaração foi dada pelo deputado Waldemar Oliveira (Avante) ao Jamildo.com após comentar o encontro entre os dois parlamentares, realizado de forma reservada na quarta-feira (22).

Segundo Waldemar, a conversa ocorreu em sua residência e teve duração de cerca de duas horas. O deputado relatou que, durante o diálogo, Eduardo da Fonte indicou que pretende seguir na base da governadora, mesmo após recentes tensões envolvendo Dudu e o Palácio do Campo das Princesas.

Ele deixou claro que não tem mágoa nenhuma e que quer ficar com Raquel. Disse que não tem interesse em caminhar com João Campos”, afirmou.

O episódio ocorre após uma sequência de mudanças promovidas pelo governo estadual, que resultaram na exoneração de indicados ligados ao PP em órgãos como Lafepe, Ceasa e Porto do Recife, além de alterações no Detran-PE - alguns postos, inclusive, já realicados para indicações do União Brasil. A foi uma reação à aproximação de Eduardo da Fonte com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), disputará o governo estadual e ainda não tinha fechado a chapa majoritária.

Naquele momento, a definição lida por aliados nos bastidores é que a composição seria Humberto Costa (PT) e Eduardo da Fonte (PP). Enquanto Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos) conversavam com a pré-candidata à reeleição ao Palácio do Campo das Princesas.

Eduardo da Fonte humberto costa e lula da fonte

Apesar desse contexto, Waldemar afirmou que Eduardo da Fonte defendeu a manutenção da aliança com Raquel Lyra e reconheceu o peso político da federação formada por União Brasil e PP. “A federação é importante para ela, e ele também tem um grupo grande de prefeitos e deputados. Esse apoio pode ser decisivo”, disse.

Para além dos apoios, a Federação União Progressista pode contribuir com Raquel Lyra nas Eleições devido ao tempo de propaganda na Rádio e TV, além das inserções. Sozinha, Raquel teria 44 segundos. Com a Federação, ganhará mais 1 minuto e 43 segundos.

Raquel Lyra abraça Eduardo da Fonte, que sorri. Ele usa um adesivo de campanha de Raquel. Várias pessoas batem palma ao redor

O deputado do Avante destacou que, embora considere Eduardo da Fonte um nome competitivo para o Senado dentro da federação, não houve formalização de apoio. Segundo ele, o partido já definiu respaldo à pré-candidatura do deputado federal Túlio Gadelha (PSD) à Casa Alta e ainda discute a segunda posição na chapa.

Eu disse que, na minha opinião, ele é o melhor nome da federação, mas isso não significa apoio. O Avante já tem posição definida em relação a Túlio”, afirmou. O parlamentar comentou que isso foi confuso para prefeitos de sua base e foi necessário respaldar, inclusive a eles, que não houve decisão formal nem dele, nem do partido.

Nos bastidores, a disputa por essa segunda vaga envolve, além de Eduardo da Fonte, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). Levantamento da Datafolha indicam desempenho semelhante entre os dois, com o parlamentar do PP tendo leve vantagem e aparecendo com 17% das intenções de voto nos cenários em que foi testado, o que tem sido utilizado por aliados como argumento de viabilidade eleitoral. Miguel aparece com 16%.

Waldemar também avaliou o cenário da eleição estadual como equilibrado e indicou que o posicionamento da federação pode influenciar diretamente o resultado. Segundo ele, a governadora, por ser de centro, busca uma estratégia que dialogue tanto com a esquerda, quanto pela direita.

A eleição deve ser apertada. Pelas pesquisas, está dentro da margem de erro. Por isso, o apoio de um grupo como o de Eduardo pode ter peso”, afirmou.