Filiação de Túlio Gadelha e anúncio de disputa ao Senado na chapa de Raquel Lyra tenta manter tese de palanque duplo de Lula na eleição de 2026
por Cynara Maíra
Publicado em 01/04/2026, às 07h13 - Atualizado às 07h41
Logo após o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, comunicar a retirada de sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, o deputado federal Túlio Gadelha anunciou a filiação ao PSD e comunicou a pré-candidatura ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
A filiação do deputado ocorrerá nesta quarta-feira (1º) às 14h, no Jardim Monte Verde, Zona Oeste do Recife. O local foi uma das principais obras de contenções de encostas da gestão Raquel Lyra.
Em nota à imprensa, Túlio afirmou que a construção política para compor a chapa de Raquel Lyra teria o aval do Palácio do Planalto e buscaria "afastar candidaturas bolsonaristas do palanque de Raquel Lyra".
O deputado cita que seu aceite ao convite da governadora seria uma forma de "dialogar com os pernambucanos que desejam ver caminhar juntos os projetos de Raquel Lyra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
Essa declaração poderia ser uma forma de dificultar a tese do prefeito João Campos (PSB), que se coloca como o único candidato ao Governo do Estado na chapa de Lula (PT).
Durante o anúncio do apoio do PT ao nome de João Campos no sábado (28), aliados e o próprio prefeito alfinetaram Raquel Lyra ao criticar sua neutralidade. O socialista chegou a dizer que "é inegociável ter lado".
Militante vindo do PDT, Túlio Gadelha endossa o nome de Raquel Lyra desde o segundo turno da eleição de 2022. O político foi para Rede Sustentabilidade na última eleição por apoiar o nome de Lula para presidência, apesar da candidatura de Ciro Gomes.
O anúncio de Gadelha ocorreu no mesmo dia em que Alfredo Gomes anunciou a retirada de sua pré-candidatura. O reitor da UFPE compunha a chapa liderada por Túlio Gadelha, que teria Alfredo como candidato a governador e Paulo Rubem Santiago como nome ao Senado.
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