Cynara Maíra | Publicado em 20/02/2026, às 07h31 - Atualizado às 08h03
A Polícia Federal decidiu abrir um inquérito para investigar a atuação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) no monitoramento do secretário de João Campos (PSB), Gustavo Monteiro.
O caso ocorre após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedir que a PF analisasse se haveria "elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais". Após avaliação dos agentes, a corporação formalizou um inquérito de investigação.
As informações sobre a instalação da investigação da PF são da Revista Veja.
No dia 09 de fevereiro, o ministro Gilmar Mendes autorizou a Polícia Federal a investigar a atuação da Polícia Civil da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) por indícios de suposto monitoramento ilegal de agentes públicos ligados à Prefeitura do Recife, entidade chefiada pelo prefeito e possível adversário de Raquel, João Campos (PSB).
Mendes também determinou que o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) trancasse um inquérito que investigava três secretárias da gestão socialista. O ministro acatou a alegação das investigadas de que a investigação tornou-se genérica e desproporcional após sair de verificar atas de registro de preços para quebrar sigilos sem autorização.
A decisão de Gilmar Mendes veio de um pedido do PSB, partido de João Campos. A legenda citou que haveria uma quebra na neutralidade do Estado em período pré-eleitoral.
O magistrado entendeu haver indícios suficientes para investigar o caso por uma suposta "estrutura paralela de inteligência" e uso de tecnologias invasivas fora de inquérito formal.
Em nota ao Jamildo.com após a decisão, o Governo de Pernambuco reafirmou o respeito às instituições e defendeu a legalidade das ações policiais.
Uma reportagem da TV Record em 25 de janeiro divulgou que a Polícia Civil de Pernambuco monitorou o secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, em uma operação chamada de "Nova Missão".
Após a repercussão do caso, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que a ação do setor de inteligência da Polícia Civil investigava uma denúncia anônima de corrupção com o uso de um carro da Prefeitura do Recife. A gestão defende a legalidade dos métodos.
Alessandro declarou que a investigação preliminar não encontrou ilícitos e a corporação não instalou inquérito sobre.
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