Com rumores sobre chapa ao Senado, Túlio Gadelha cancela agenda com Eduardo da Fonte

Cynara Maíra | Publicado em 05/06/2026, às 08h36 - Atualizado às 09h41

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O deputado federal Túlio Gadelha (PSD) teria uma agenda com o deputado federal Eduardo da Fonte (PSD) nesta sexta-feira (05), mas o novo correligionário da governadora Raquel Lyra (PSD) cancelou. Segundo informações da assessoria para o Jamildo.com, o problema seria conflitos de agenda. 

Túlio e Dudu estariam juntos em Garanhuns hoje para uma entrevista  na Rádio Marano FM e visitariam o Consórcio Público para o Desenvolvimento da Região Agreste Meridional de Pernambuco (Codeam). O Jamildo.com questionou a assessoria de Eduardo da Fonte se a agenda do deputado continuará, quando houver um retorno essa matéria será atualizada. 

O encontro recebeu destaque do olhar político após rumores de que Túlio e Eduardo se anunciariam como os pré-candidatos ao Senado na chapa de Raquel Lyra (PSD), o que deixaria de fora o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que falou até sobre a possibilidade de lançar uma candidatura avulsa para disputar a Casa Alta. 

Coelho, inclusive, dará uma entrevista para Rádio TMC, no Recife. Fontes ligadas ao ex-prefeito alegam que o político guarda surpresas que serão divulgadas em breve. 

Esse cancelamento poderia ser um movimento de evitar antecipar a situação, que deverá ser decidida por Raquel Lyra (PSD). Aliado da governadora, o deputado estadual Antônio Moraes (PSD) já afirmou que a política deve anunciar a posição durante o período de convenções partidárias, de 20 de julho a 5 de agosto. 

Raquel tem quatro nomes que almejam as duas vagas: Eduardo, Miguel, Túlio e Fernando Dueire (PSD), todos demarcando posição. No começo da semana, Túlio Gadêlha afirmou na Rádio Folha que sua postulação ao Senado é irreversível e conta com o respaldo da direção nacional de sua sigla, do Palácio do Planalto e do governo do presidente Lula (PT).

Impasse na federação e regras eleitorais

A movimentação joga luz sobre o impasse na federação União Progressista, bloco entre Progressistas e o União Brasil.

O deputado Eduardo da Fonte, presidente da aliança no estado, disputa a vaga ao Senado com Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil e que sugeriu disputar o cargo de forma avulsa caso a federação escolha outro nome para a chapa.

O diretório estadual do União Brasil emitiu nota oficial respaldando a legitimidade de Miguel e alegando que o estatuto interno da aliança prevê candidaturas independentes.

Especialistas em direito eleitoral apontam que a tese de uma candidatura isolada enfrentaria restrições legai e seria possível apenas se o União Brasil não participasse em uma coligação com a governadora. 

Pelos critérios vigentes, partidos ou federações que fecham coligação para a disputa ao Governo do Estado devem manter a mesma composição para o Senado, sem chapas cruzadas.

Além disso, um racha na federação traria prejuízos de tempo de televisão e inserções comerciais para a campanha de reeleição de Raquel Lyra, o que eleva a pressão interna por um consenso entre as siglas da base governista.

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