Senadora pernambucana foi citada nos bastidores como possível nome para a liderança do governo, mas reafirmou posição da bancada do PT
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 23/06/2026, às 13h44
Teresa Leitão evitou comentar rumores sobre eventual liderança do governo no Senado.
Senadora afirmou manter o posicionamento expresso pela bancada do PT.
Nota dos petistas manifesta apoio a Jaques Wagner e defesa do devido processo legal.
Líder do governo é alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master.
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) passou a ser citada nos bastidores de Brasília como uma das possíveis opções do PT para uma eventual mudança na liderança do governo no Senado. As especulações surgiram em meio à repercussão da investigação que envolve o atual líder governista, Jaques Wagner (PT-BA), embora não haja qualquer indicação oficial de substituição no comando da bancada.
Procurada pelo reportagem, a assessoria da parlamentar evitou comentar as especulações.
A manifestação oficial dos senadores do PT, divulgada na última semana, expressa apoio a Jaques Wagner e defende o respeito ao devido processo legal durante as investigações. No texto, a bancada declara "plena confiança na trajetória pública" do senador e afirma que acompanha as apurações com a expectativa de que todos os esclarecimentos sejam prestados.
Segundo a nota, eventuais irregularidades devem ser investigadas e punidas nos termos da lei, mas o partido ressalta a presunção de inocência e as garantias constitucionais asseguradas ao parlamentar.
"Salienta ainda ter convicção de que o senador Jaques Wagner prestará todos os esclarecimentos necessários e demonstrará, ao longo das apurações, a correção de sua conduta diante dos fatos investigados", registra um dos trechos do documento.
A inclusão do nome de Teresa Leitão nas conversas de bastidores ocorre em razão de sua posição dentro do partido e da bancada governista. Em seu primeiro mandato no Senado, a parlamentar pernambucana integra uma das principais correntes do PT, mantém interlocução com diferentes setores da legenda e participa de debates estratégicos da base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.
As especulações ganharam força após o nome de Jaques Wagner passar a integrar uma investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master. A apuração busca esclarecer suspeitas envolvendo operações financeiras e possíveis conexões entre agentes públicos e o grupo empresarial investigado.
O caso teve repercussão nacional por envolver uma das principais lideranças do PT no Congresso e um dos aliados mais próximos do presidente Lula. Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos e também ocupou os ministérios da Defesa, do Trabalho e da Casa Civil em governos petistas.
Após a operação, o senador negou irregularidades e passou a contestar judicialmente medidas adotadas durante a investigação. A defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando ilegalidades na condução da apuração e questionando procedimentos autorizados no âmbito do inquérito.