Repasses estatais a hospital ligado a marido de Priscila Krause viram pauta na Alepe

Deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) alega favorecimento ao hospital; governistas da Alepe indicam que contratos com rede vêm antes de gestão Raquel

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 04/02/2026, às 08h30 - Atualizado às 09h46

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco
Deputado correlacionou caso da empresa de ônibus do pai de Raquel com hospital - DIVULGAÇÃO

Rodrigo Farias apontou possíveis irregularidades repasses ao hospital ligado ao marido da vice-governadora Priscila Krause, alegado benefício parental.

Segundo o deputado o hospital recebeu 25 repasses em um período de 15 dias, quando Krause chefiou o Executivo.

O parlamentar anunciou uma investigação sobre a contratação, que será conduzida pelo DenaSUS.

Governistas indicam que hospital obteve números maiores em gestões anteriores e que acusação é injusta.

Após o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) iniciar uma Auditoria na Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Garanhuns/PE, na terça-feira (3) o deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) fez críticas no mesmo dia aos repasses estaduais para unidade.

Rodrigo questionou o volume de repasses de verbas estaduais ao hospital ao qual o marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD) é sócio

Segundo o parlamentar, a unidade teria recebido cerca de R$ 100 milhões nos últimos três anos, além de ter supostamente recebido 25 repasses em um período de 15 dias em que Priscila Krause esteve à frente do Executivo.

Farias também alega que, no primeiro ano da gestão de Raquel Lyra (SPD), a instalação recebeu um aumento de 42% nos recursos advindos do estado.

“O que vemos aqui é um caso clássico de superfaturamento, de dano ao erário, de conflito de interesse,
de enriquecimento ilícito, e uma afronta clara aos princípios da impessoalidade”, declarou Rodrigo Farias. O hospital é uma instituição privada que presta serviços ao SUS

Farias também relembrou a suspeita sobre a Logo Caruaruense, empresa do pai da governadora Raquel Lyra. Para ele, o governo seguiria uma lógica em que empresas familiares podem operar com pendência enquanto pequenos trabalhadores enfrentam fiscalizações rigorosas.

Os parlamentares Sileno Guedes (PSB), Junior Matuto (PRD) e Romero Albuquerque (União)
endossaram a fala do colega. 

Após as declarações, o deputado Antônio Moraes (PP) rebateu as acusações e afirmou que o hospital alcançou maiores números de faturamento no governo anterior ao de Raquel

“É outra acusação injusta de quem não tem o que mostrar, o que fazer, e vem aqui atacar a honra das pessoas. E aí a gente mostra e cai toda essa mentira colocada aqui hoje”, declarou Moraes. 

Em setembro do ano passado, Rodrigo Farias já havia discutido o tema na tribuna. 

Na ocasião, a líder do governo na Alepe, Socorro Pimentel (União), defendeu a interiorização dos serviços de saúde promovida pela gestão de Raquel Lyra.

“Os governos do PSB construíram as UPAs, mas elas funcionavam com apenas 20% da capacidade. Os três grandes hospitais da Região Metropolitana foram feitos para reduzir a demanda de urgência e emergência do HR, mas hoje estão lotados. Houve aumento de recursos porque houve aumento na demanda, justificou a deputada.

O site Jamildo.com procurou a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco. Quando respondido, a matéria será atualizada.