Declaração de Marcos Pereira sobre neutralidade pode permitir que diretório de Pernambuco defina apoio presidencial e favoreça Silvinho ao Senado
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 24/02/2026, às 16h26
Marcos Pereira fala em apoio a Flávio ou neutralidade.
Neutralidade pode resultar em liberação dos estados.
Silvio defendeu autonomia regional em janeiro.
Cenário pode permitir apoio a Lula em Pernambuco.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou nesta terça-feira (24) que a legenda poderá apoiar o senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República ou optar pela neutralidade. A definição, segundo ele ao canal SBT News, será debatida após o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril.
A possibilidade de neutralidade é vista por dirigentes do Republicanos como um cenário que pode abrir espaço para decisões regionais. Em Pernambuco, o presidente estadual do partido e ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, já havia defendido, em 30 de janeiro, que a direção nacional autorize os diretórios a definirem o posicionamento nos estados.
Na ocasião, Silvinho afirmou que atuaria para que o partido concedesse autonomia às seções estaduais, o que permitiria ao Republicanos em Pernambuco apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Tarcísio diz que não é candidato a presidente da República, por ser do nosso partido, nos dá um conforto. Agora, vou trabalhar para que o partido libere os estados”, declarou o ministro, ao comentar a decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de disputar a reeleição e não entrar na corrida presidencial.
A manifestação de Marcos Pereira, ao admitir a hipótese de neutralidade, ocorre semanas após a fala de Silvio em defesa da autonomia. Caso a executiva nacional não feche questão em torno de um nome, a liberação dos estados pode permitir composições distintas conforme o cenário local.
Pré-candidato ao Senado, Silvio tem defendido alinhamento com o governo federal em Pernambuco. Ele afirmou que, até o início de abril, manterá foco na agenda administrativa do ministério. “Até o dia 2 de abril, vou me dedicar muito ao ministério, ajudar o Estado e trabalhar pelo Brasil”, disse.
No plano estadual, o ministro também declarou que as definições serão tomadas no momento adequado. “Na hora certa, essa decisão será tomada de forma conjunta, ao lado do presidente Lula”, afirmou.
Silvinho declarou contar com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a candidatura ao Senado ao lado de Humberto Costa (PT), candidato à reeleição.
Segundo o ministro, a sinalização ocorreu após reunião com o presidente, na qual apresentou um balanço da gestão à frente da pasta e discutiu o cenário político nacional e estadual, ainda no ano passado.
Na ocasião, Costa Filho afirmou ter comunicado a Lula o desejo de concorrer ao Senado, ao mesmo tempo em que se colocou à disposição para permanecer no governo federal, caso fosse necessário.
De acordo com o ministro, a resposta do presidente foi objetiva. “Ele me colocou o desejo dele de me ver candidato a senador aqui em Pernambuco”, afirmou. Silvio explicou que Lula avalia como estratégica a formação de um Senado, a partir de 2027, com parlamentares alinhados ao governo federal.
Ainda segundo o ministro, o presidente indicou que, em Pernambuco, estará ao lado dele e do senador Humberto Costa, sinalizando uma articulação para que ambos disputem as duas vagas ao Senado pelo estado.
“Ele disse que em Pernambuco estará ao meu lado e ao lado do senador Humberto Costa”, declarou. O ministro acrescentou que Lula pediu a desincompatibilização dos cargos dentro do prazo legal para viabilizar as candidaturas.
,Silvio Costa Filho afirmou ainda que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao governo do Estado, já tem conhecimento da posição do presidente da República, manifestada, segundo ele, ainda no ano passado.
Visto que o espaço de Humberto Costa é garantido a partir de um acordo nacional do PT e do PSB, onde Geraldo Alckmin é vice, Silvinho disputa a segunda vaga no palanque de João Campos com a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil).
O ministro avaliou que o atual momento é de articulação política e definição de estratégias para as eleições de 2026. No Republicanos, partido ao qual é filiado, Silvio afirmou que defenderá o apoio à reeleição de Lula, mas admitiu a possibilidade de liberação dos diretórios estaduais caso não haja consenso nacional. Isso, porque, nacionalmente o Republicanos conta com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é pré-candidato à presidência da República.
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