Em simulação de 2º turno, governador de São Paulo empata tecnicamente com Lula. Dados indicam que Tarcísio atrai eleitores fora do bolsonarismo radical
por Cynara Maíra
Publicado em 13/01/2026, às 11h15 - Atualizado às 12h12
Liderança: Lula (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno para 2026.
O Rival: Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o candidato mais forte da direita, com 32,7%, superando Flávio e Michelle Bolsonaro.
Segundo Turno: Tarcísio empata tecnicamente com Lula (42,1% x 44,4%), enquanto Flávio e Michelle perdem por margem maior.
Bastidores: Dados reforçam pressão do Centrão para que Bolsonaro desista de lançar o filho e apoie o governador de SP.
Perfil: Tarcísio atrai eleitor de centro e reduz rejeição, diferentemente do "bolsonarismo raiz".
O Instituto Ideia, em parceria com o site Meio, divulgou nesta terça-feira (13) pelo instituto Ideia, em parceria com o site Meio, aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o nome mais competitivo da direita para enfrentar o presidente Lula (PT) nas eleições de 2026.
Embora Lula lidere em todos os cenários de primeiro turno, a vantagem diminui quando o adversário é Tarcísio. O governador paulista aparece com 32,7% das intenções de voto, contra 40,2% do petista.
O desempenho de Tarcísio supera o dos nomes indicados diretamente pelo clã Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo pai para a disputa, pontua entre 26,5% e 27,6% (com Lula variando de 39,6% a 39,7%). Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) oscila entre 29% e 29,7% (Lula marca 40%).
Outros nomes da direita, como os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR), aparecem em um patamar inferior, com variação de 3,6% e 7%.
Tarcísio de Freitas aparece com 42,1% das intenções de voto contra 44,4% de Lula. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, a situação configura um empate técnico no limite da margem.
Nos cenários contra a família Bolsonaro, a vantagem de Lula é mais elástica. O presidente venceria Flávio por 46,2% a 36% e Michelle por 46% a 39%.
O principal motivo para competitividade de Tarcísio seria a capacidade de furar a bolha do bolsonarismo raiz. Levantamentos indicam que ele consegue penetrar em segmentos que rejeitam Jair Bolsonaro e até dialogar com eleitores que votaram em Lula em 2022.
Dirigentes do Centrão também veem Tarcísio como um nome que mantém a pauta conservadora sem o radicalismo que afasta o eleitor de centro.
Apesar da pressão, Tarcísio mantém publicamente o apoio a Flávio Bolsonaro, num movimento calculado para evitar atritos diretos com a base ideológica do ex-presidente.
A pesquisa Ideia ouviu 2.000 eleitores entre os dias 8 e 12 de janeiro. O levantamento tem registro com protocolo BR-06731/2026 e nível de confiança de 95%.
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