"Os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste", critica Renan Santos

Pré-candidato à presidência, Renan Santos aposta em comunicação direta e sem restrições com o eleitorado nordestino

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 06/07/2026, às 11h01

Renan Santos
Divulgação/MBL

O pré-candidato à presidência Renan Santos (MBL), em entrevista ao jornal O Globo, fez um panorama geral do cenário político para 2026, criticando duramente o contexto político, social e econômico da região Nordeste. 

"Os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste. Eles transformam aquela região no inferno e vivem de se apropriar de dinheiro tirado de São Paulo, tirado do Rio de Janeiro, tirado de Minas, tirado do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Goiás, e nós temos que reduzir o poder deles. É um projeto sobre a redução do dinheiro desses parasitas", disparou Renan Santos. 

Uma das estratégias do pré-candidato em conquistar o eleitorado nordestino é diferir de outras figuras políticas que tratam o eleitor como alguém inferior e que necessariamente precisa de auxílio. A comunicação direta de Renan Santos é de expor diretamente os problemas da região ao eleitor, de forma a não considerá-lo um ser inconsciente sobre a situação. 

"É preciso tratar o Nordeste como prioridade, e não como um idiota... A gente começou a falar dos problemas do Nordeste sem romantização e sem tratar o eleitor como um retardado", disse o político em entrevista ao PodJá, o podcast do site Jamildo.com

Mesmo com as duras críticas à região, o político afirma que tem o Nordeste como seu principal pontuador nas pesquisas. Ele atribui isso à sua forma de abordagem com o eleitorado nordestino. Renan Santos realizou o lançamento de sua pré-candidatura no Recife, ainda no mês de janeiro. 

No entender de Renan, a redistribuição dos recursos para a região possibilita roubo e desvio pelas elites locais, principalmente nos pequenos municípios, que, com isso, se reelegem. O direitista associa o fator político-econômico à permanência de práticas patrimonialistas e a baixos indicadores de desenvolvimento.

Outro ponto levantado por Renan é de que, segundo ele, a principal atividade econômica dos municípios da região é a administração pública. De acordo com Renan, Pernambuco tem 70% das cidades nessa condição. "Se você muda a dinâmica política e social do Nordeste, você muda a qualidade das leis aprovadas no Brasil inteiro", pontuou.