Gilson Machado viaja com Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos para "reatar elos com o Brasil"

Pré-candidato a deputado federal afirmou que vai trabalhar para derrubar taxas dos Estados Unidos a frutas do Vale do São Francisco

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 06/07/2026, às 09h07 - Atualizado às 09h08

Gilson Machado e Flávio Bolsonaro
Representantes do setor produtivo brasileiro palestrarão no evento em Washington - Reprodução/Instagram Gilson Machado Neto

Ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado Neto (PODE) viajou para os Estados Unidos ao lado do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) para participar de audiência pública sobre o tarifaço.

O senador se apresenta às 10h da manhã do horário de Washington nessa terça-feira (7). O evento começou nesta segunda e conta com dois dias de discussão, divididos em 14 painéis, tratando sobre atos, políticas e práticas do Brasil relacionados a:

A ida de Gilson Machado, entre outros pontos, envolve tentativas de articulações para que as frutas do Vale São Francisco não sejam taxadas ao serem vendidas ao mercado estadunidense. 

"O que chama mais atenção é a falta de interesse desse governo em criar pontes com o governo americano. Eles tratam o americano como se fosse um inimigo genético do brasileiro, que estivesse intrínseco. Já o brasileiro já nasce achando que o americano é inimigo", declarou o pernambucano. 

O político ainda destacou que, durante seu período como ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro, promoveu ações que beneficiaram a relação entre os países, como a criação de linhas aéreas entre Recife e o país norte-americano e a isenção de visto para que estadunidenses entrem no Brasil. 

"Essa posição tem que ser revista. A gente tem que lutar para reatar os elos entre o Brasil e os Estados Unidos", afirmou. Desde o dia 10 de abril de 2025, viajantes estadunidenses precisam do documento para acessar o Brasil. 

Gilson Machado não tem apresentação agendada. Além do senador Flávio Bolsonaro, outros representantes de setores da economia brasileira ligados a atividades com rochas e pedras, árvores, cana-de-açúcar e arroz, além de outras, também vão se apresentar no evento.