Com rumores de candidato ao Governo do PL, Gilson Machado afirma que indicação agora seria "fantoche" para favorecer PSB

Gilson Machado afirmou que não há tempo para lançar uma candidatura competitiva ao Governo de Pernambuco e que lançar nome seria ajudar João Campos

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 22/06/2026, às 11h42 - Atualizado às 12h29

Imagem Com rumores de candidato ao Governo do PL, Gilson Machado afirma que indicação agora seria "fantoche" para favorecer PSB

Pré-candidato a deputado federal e ex-ministro do Turismo do Governo Bolsonaro, Gilson Machado Neto (Podemos) comentou sobre a série de rumores de que haveria a possibilidade do seu antigo partido, o PL, lançar uma candidatura de direita para o Governo de Pernambuco. 

Recém-chegado oficialmente na base da governadora Raquel Lyra (PSD) ao entrar no Podemos, Gilson afirmou que não adiantaria lançar uma candidatura de direita agora. Segundo o ex-ministro, um nome nesse momento serviria apenas como "fantoche" para favorecer a candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). 

A fala de Gilson ocorreu em Caruaru, onde estava para apresentação da sua banda "Forró da Brucelose" no São João da cidade. Durante a declaração para o Blog do Mário Flávio, o sanfoneiro relatou que uma movimentação do tipo com pouco tempo para articulação seria "olímpica" e sem viabilidade política pelo andar do calendário eleitoral

Gilson afirmou que existiam planos de uma candidatura própria da direita para Pernambuco, mas que divergências internas teriam dificultado o processo. O ex-ministro alega que o foco de partidos mais à direita em Pernambuco deveria ser em ampliar a base no Legislativo para que consigam mais eleitores no estado. 

Especula-se na política desde de uma suposta pressão do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) até rumores de que nomes do PL estariam articulando um nome para pressionar uma posição mais à direita da governadora.

Apesar de defender que o PL pode continuar independente, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira já afirmou que a situação depende de um gesto de Raquel Lyra com a legenda, um dos principais seria um afastamento do presidente Lula (PT), já que a sigla é de alta oposição ao petista. 

Em entrevista ao PodJá- O Podcast do Jamildo, Anderson afirmou que "O PL está disposto a ajudar. Só não pode ajudar o time de Lula."

Uma candidatura do PL poderia prejudicar Raquel em uma disputa contra João Campos, já que parte do eleitorado da governadora é de nomes de direita que rejeitam a conexão centro-esquerda de João.

Gilson Machado saiu do PL após tensões com Anderson Ferreira

Machado Neto saiu do PL no começo do ano após atritos com Anderson Ferreira e outros aliados do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes.

Ambos desejavam concorrer ao Senado e eram apoiados por lados nacionais diferentes. Anderson tem o endosso do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e segue a linha mais pragmática do partido; Gilson fazia parte do nicho ideológico de maior proximidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Depois da saída de Gilson, que decidiu disputar a Câmara dos Deputados como puxador de votos para o Podemos, o ex-ministro e Anderson tensionam sobre o apoio do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.