Lula propõe Tarifa Zero para transporte coletivo nos fins de semana em todas as cidades do Brasil

Presidente Lula diz que mudança serve para trabalhadores beneficiados com fim da 6x1 e que será paga com recursos de emendas parlamentares

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 16/10/2026, às 09h05

Presidente Lula segura miniatura de ônibus
Oposição é crítica a "Pacote de bondades" de Lula - Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) comunicou, na quinta-feira (15), que deve enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional para garantir a Tarifa Zero ao transporte coletivo nos finais de semana em todas as cidades do país que tenham sistema de transporte coletivo. 

O petista correlacionou a proposta com a recente aprovação da PEC do fim da Escala 6x1 pelo Congresso. "Agora que os trabalhadores brasileiros terão dois dias de descanso, eu vou mandar uma PEC garantindo passe livre em todos os finais de semana para as cidades que tiverem sistema de transporte coletivo nesse país", disse. 

De acordo com Lula, a verba para a implementação da gratuidade seria viabilizada com recursos que iriam para emendas parlamentares.

"Nós vamos compartilhar com as emendas parlamentares para a gente poder garantir que o povo vai passear. O povo vai ficar feliz, deputados vão dar utilidade para suas emendas e a gente vai garantir que valeu a pena o fim da escala 6x1", afirmou. 

Pacote de bondades

Na reta final do segundo turno, o presidente vem apresentando projetos com benefícios às camadas populares da sociedade. São eles:

  • Perdão de dívidas de MEIs com a União (aprovado na Câmara e Senado) e com o setor privado (ainda é proposta); 
  • Pix MEI: repasses de até R$ 5 mil a microempreendedores (ainda é proposta); e
  • Pé-de-Meia universitário: repasses de até R$ 700 por dez meses e R$ 2,5 mil ao final de cada ano de curso (ainda é proposta).

As ações são alvo de críticas da oposição, que classifica as medidas de Lula como eleitoreiras em meio ao cenário em que o presidente busca virar a votação contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, previsto para o dia 25 de outubro. 

Junto ao perdão de dívidas com a União, o Executivo Federal conseguiu a aprovação do aumento do teto para os MEIs. O limite sai de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e finaliza com R$ 140 mil em 2028. Também houve aumento no número de funcionários que podem ser contratados. Agora, são dois, com remunerações máximas de um salário mínimo ou o piso da respectiva categoria profissional.