Deputada do PSDB reage à condução da Presidência da Assembleia durante votação de vetos e questiona envio prévio de projetos à Procuradoria da Casa
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 03/01/2026, às 09h33
Débora Almeida criticou a condução da Presidência da Alepe em votação de vetos
Convocação extraordinária do Executivo foi aprovada com apoio da base governista
Pauta inclui projetos que alteram dispositivos da LOA de 2026
Envio das matérias à Procuradoria gerou reação de parlamentares governistas
Deputada Débora Almeida (PSDB) criticou a condução de Álvaro Porto (PSDB), Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco durante a votação relacionada aos vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) e defendeu a soberania do plenário nas decisões do Legislativo estadual. A manifestação ocorreu após a aprovação da convocação extraordinária solicitada pelo Executivo para deliberar sobre matérias consideradas prioritárias.
A convocação extraordinária foi aprovada na manhã desta sexta-feira (2), com mobilização da base governista para assegurar o quórum mínimo de 25 parlamentares em plenário. Pela oposição, apenas o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), esteve presente e optou por não votar.
A pauta extraordinária inclui quatro projetos de autoria do Executivo, entre eles proposta que altera dispositivos da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O texto busca restabelecer trechos da proposta original do governo que haviam sido suprimidos por emendas parlamentares. As alterações chegaram a ser vetadas pela governadora, mas o veto foi posteriormente rejeitado por decisão da Presidência da Alepe.
Com a abertura do período extraordinário, os projetos passam a tramitar conforme o rito regimental, com análise nas comissões permanentes antes da apreciação em plenário. O presidente da Casa informou que as matérias seriam encaminhadas previamente à Procuradoria da Alepe. A Superintendência do Legislativo confirmou o envio, sem prazo definido para a emissão dos pareceres.

A decisão provocou reação entre parlamentares da base governista, que questionaram a submissão prévia das matérias ao órgão jurídico e defenderam o caráter político das deliberações legislativas. Para o grupo, a condução do processo interfere na prerrogativa do plenário de deliberar sobre os projetos.
Ao comentar a postura do presidente da Alepe, Débora Almeida afirmou que consultas técnicas não podem substituir a decisão coletiva dos parlamentares. “Ele pode consultar quem ele quiser, mas não pode usurpar a competência e o poder do plenário e decidir de forma monocrática. E pior ainda não assumir o ônus das decisões autoritárias, tentando justificar que faz com base em pareceres da procuradoria da Casa”, declarou.