Alepe vota na sexta-feira (2) pedido de sessão extraordinária encaminhado por Raquel Lyra

Convocação publicada no último dia do ano prevê reunião às 9h; instalação da sessão extraordinária depende da presença mínima de 25 deputados

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 31/12/2025, às 07h45

Imagem Alepe vota na sexta-feira (2) pedido de sessão extraordinária encaminhado por Raquel Lyra

Álvaro Porto convocou reunião para decidir sobre sessão extraordinária

Pedido do Executivo reúne quatro projetos considerados prioritários

Propostas incluem mudanças na LOA 2026 e refinanciamento da dívida

Votação pode ocorrer durante o recesso parlamentar da Alepe

Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB) convocou para a próxima sexta-feira (2), às 9h, a reunião em que os deputados estaduais vão deliberar sobre a instalação da sessão extraordinária solicitada pela governadora Raquel Lyra (PSD). A discussão ocorrerá no plenário da Casa, após o recesso parlamentar iniciado oficialmente em 22 de dezembro.

A convocação foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta quarta-feira (31), dois dias após o envio formal do pedido pelo Poder Executivo. A mensagem encaminhada à Alepe reúne quatro projetos considerados prioritários pelo governo estadual, incluindo alterações na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 e propostas de refinanciamento da dívida pública.

Para que a reunião seja instalada, é necessária a aprovação da maioria absoluta dos deputados estaduais. A expectativa, nos bastidores, é de que o quórum seja atingido, já que a base governista detém maioria na Casa. A tarefa envolve mobilizar deputados que se encontram fora do Recife em razão do recesso parlamentar e das celebrações de fim de ano, para que retornem à capital.

Conforme o regimento interno da Alepe, caso a solicitação seja aprovada, a sessão extraordinária deverá ser aberta no primeiro dia útil seguinte, previsto para a próxima segunda-feira (5). A condução dos trabalhos ficará a cargo do primeiro vice-presidente da Assembleia, deputado Rodrigo Farias (PSB), uma vez que Álvaro Porto estará em período de licença de férias entre os dias 5 e 22 de janeiro.

As matérias devem tramitar em regime de urgência. A sessão extraordinária somente é encerrada após a votação de todas as proposições em pauta. Caso o recesso parlamentar seja encerrado sem a deliberação dos projetos, os textos passam a tramitar no período ordinário dos trabalhos legislativos.

Projetos orçamentários

A pauta encaminhada pelo Executivo estadual reúne quatro projetos. Um deles propõe alterações na Lei nº 19.127, de 22 de dezembro de 2025, que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2026.

Também constam propostas que autorizam o governo a contratar operações de crédito de até R$ 2,5 bilhões junto ao Banco do Brasil e de até R$ 2,7 bilhões com a Caixa Econômica Federal. Segundo o Executivo, os recursos serão utilizados para o refinanciamento de dívidas já existentes, com a substituição de contratos atuais por outros com prazos mais longos e juros menores.

Integra ainda o pacote projeto que altera a Lei nº 19.123, de 18 de dezembro de 2025, que autoriza, em caráter excepcional, o repasse de recursos do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ao Poder Executivo.

Ao defender a aprovação das matérias, a governadora Raquel Lyra afirmou que as medidas são necessárias para garantir o equilíbrio fiscal do Estado.

Estamos buscando o melhor para Pernambuco e isso passa pela aprovação desses projetos. Haverá ganhos para a administração estadual e para toda a população. Nosso objetivo é, em parceria com as deputadas e deputados e em sintonia com o Legislativo estadual, assegurar o desenvolvimento do Estado e o bem-estar das pernambucanas e pernambucanos”, declarou.

O secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, afirmou que as propostas não ampliam o endividamento do Estado.

A aprovação dos projetos contribuirá para assegurar a sustentabilidade fiscal do Estado e melhorar o perfil da dívida pública. Não se trata de operações de crédito para o endividamento do Estado, mas de uma portabilidade da dívida, com condições mais vantajosas para os cofres estaduais”, disse.