Após três meses de empate, Lula ultrapassa Flávio Bolsonaro no segundo turno em pesquisa da Quaest

Este é o primeiro levantamento do instituto após tensões políticas entre Lula, Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 10/06/2026, às 09h49

Montagem de duas fotos, Lula e Flávio Bolsonaro
Marcelo Camargo/Agência Brasil- Jefferson Rudy/Agência Senado

Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em um possível segundo turno, com vantagem de 6 pontos percentuais.

No primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 5 e 8 de junho e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 23% e Flávio Bolsonaro com 17%, enquanto 56% dos entrevistados estão indecisos.

A avaliação do governo Lula registra empate técnico entre aprovação e desaprovação, mas as opiniões negativas (38%) superam as positivas (34%).

A nova pesquisa eleitoral da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra avanço do presidente Lula (PT) nas pretensões de voto em um possível segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de outubro de 2026. 

O instituto entrevistou 2.004 brasileiros entre os dias 5 e 8 de junho e conta com margem de erro de 2 pontos percentuais. 

Três meses após o pré-candidato do Partido Liberal empatar e ultrapassar o presidente em pontos percentuais em levantamentos do instituto, Lula retoma a vantagem e abre uma diferença de 6% entre Flávio.

Apesar de ter chegado a figurar com porcentagem acima, Flávio Bolsonaro não chegou a estar à frente de Lula, pois sua "vantagem" se encontrava dentro da margem de erro estipulada, configurando empate técnico. Saiba mais sobre empate técnico neste vídeo do Jamildo.com.

A diferença é ainda maior entre o público eleitor independente, que registrou um índice de 37% (13 pontos percentuais a mais que Flávio) no apoio à reeleição de Lula em um possível segundo turno entre os pré-candidatos do PT e do PL.

O instituto ainda mediu a disputa entre Lula e outros nomes, como Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD).

No embate direto no segundo turno, a pesquisa mostra que Lula venceria os três por diferenças entre 10 e 14 pontos percentuais.

Primeiro Turno

As intenções de voto levantadas pela Quaest para a primeira fase das eleições presidenciais mostram o atual presidente como favorito, com 39%, seguido do senador Flávio Bolsonaro, com 29%.

Após eles, vêm Renan Santos (Missão), com 3%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; Aécio Neves (PSDB), com 2%; Romeu Zema (Novo), com 2%; Augusto Cury (Avante), com 1%; Joaquim Barbosa (DC), com 1%; e Samara Martins (UP), com 1%. 

Um décimo dos perguntados (10%) afirma estar indeciso, enquanto 9% diz que vai botar branco/nulo ou não vai votar. 63% dos eleitores também dizem que não veem possibilidade de trocar de posição, enquanto 36% se dizem abertos a mudança. 

Espontaneidade entre Lula e Flávio

Na medição de intenções de votos espontânea, quando não são apresentados nomes de pré-candidatos aos entrevistados, Lula aparece em vantagem sobre Flávio, com 23% contra 17%. A pesquisa aponta uma indecisão de 56% nos eleitores.

Os cenários entre a "esquerda não lulista" e a "direita não bolsonarista" são semelhantes. Na ala esquerdista, há empate técnico entre a indecisão e o apoio ao presidente, com Lula oscilando 2% a mais. Já para a ala direitista, há empate factual entre o pré-candidato do PL e os eleitores indecisos, com 45% para cada.

Avaliação de Lula

O estudo mostra empate técnico entre a aprovação e a desaprovação do atual governo do presidente, com o parecer negativo oscilando um ponto percentual a mais. O Nordeste segue sendo a única região a aprovar a gestão petista

Na avaliação, prevalecem opiniões negativas, com 38% de frequência nas respostas, enquanto 34% e 26% avaliam como o terceiro mandato de Lula como positivo e regular, respectivamente. 

Metodologia

Para elaboração da pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026, foram entrevistados 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 8 de junho. O estudo tem grau de confiabilidade de 95% e conta com margem de erro de 2 pontos percentuais.