TCE-PE acompanha criação de seis novas Unidades de Conservação em PE

Portaria do Governo de Pernambuco cria grupo de trabalho para estudar áreas, após recomendações de auditoria do Tribunal de Contas

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 13/08/2026, às 16h24

Fachado do TCE no centro do Recife
TCE - Tribunal de Contas do Estado - Foto: Google Street View

Auditoria do TCE-PE resultou em recomendações para fortalecer a gestão ambiental em Pernambuco.

Governo estadual iniciou processo para criar seis Unidades de Conservação na Caatinga.

Grupo de Trabalho fará estudos, delimitação territorial e consultas públicas.

TCE-PE acompanhará o cumprimento das etapas previstas pelo Estado.

Uma auditoria operacional realizada pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) levou o Governo de Pernambuco a iniciar o processo de criação de seis novas Unidades de Conservação (UCs) no bioma Caatinga. A medida foi formalizada por meio da Portaria Conjunta nº 4/2026, da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas) e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

A iniciativa é resultado das recomendações apresentadas pelo TCE-PE no Acórdão nº 2152/2024, elaborado a partir do trabalho dos Auditores de Controle Externo do tribunal. O processo prevê medidas relacionadas à gestão ambiental no Semiárido, incluindo a atualização de planos de manejo e a criação de conselhos gestores para as áreas de proteção.

Com a publicação da portaria, foi criado um Grupo de Trabalho responsável por reunir estudos socioambientais, definir os limites territoriais das futuras unidades de conservação e organizar as consultas públicas previstas para a criação das áreas. A participação das comunidades locais faz parte das etapas do processo.

Segundo a Associação dos Auditores de Controle Externo do TCE-PE, o caso demonstra a atuação do controle externo na formulação e no acompanhamento de políticas públicas. Para o presidente da entidade, Roubier Muniz, a auditoria pode produzir resultados que vão além da identificação de falhas administrativas.

“A auditoria não serve apenas para apontar falhas ou punir descumprimentos. A criação dessas seis novas Unidades de Conservação na Caatinga é a prova concreta de que o trabalho dos nossos auditores transforma relatórios em proteção real para o meio ambiente e para o povo do Semiárido”, afirmou.

A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e está entre os ecossistemas mais afetados pela degradação ambiental e pelo processo de desertificação. Em Pernambuco, a ampliação das áreas protegidas está relacionada às medidas previstas pelo governo estadual para fortalecer a conservação ambiental no Semiárido.

O TCE-PE informou que sua equipe técnica continuará acompanhando o cumprimento das etapas previstas no cronograma elaborado pelo Estado para a implantação das novas unidades. A efetivação das áreas ainda depende da conclusão dos estudos, da delimitação dos territórios e das consultas públicas.