Prefeitura do Recife fará palestras com comerciantes da orla após polêmica com turistas em Porto de Galinhas

PCR reforça que cumprir orientações o Código de Defesa do Consumidor protege a todos. Caso de Porto de Galinhas ainda repercute

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 08/01/2026, às 09h34 - Atualizado às 11h13

Boa viagem visto de cima com diversos prédios e a praia na lateral
Iniciativa ocorre em parceria com o Procon - CARLOS OLIVEIRA/Prefeitura do Recife

Recife promoverá palestra educativa para comerciantes da orla da capital.

A palestra será realizada na terça-feira (13), às 9h, no Compaz Leda Alves, no Pina.

O foco é orientar sobre legislação e responsabilidades de comerciantes em áreas públicas

A medida vem após polêmica de agressões a turistas em Porto de Galinhas.

Após o acontecimento do casal de turistas que foram vítimas de agressão por barraqueiros em Porto de Galinhas, a Prefeitura do Recife iniciou atos de conscientização para prevenir que incidentes assim aconteçam na capital pernambucana.

A PCR anunciou na quarta-feira (07) a realização de palestras educativas para os comerciantes da orla da cidade, por meio do Procon — Programa de Proteção e Defesa do Consumidor.

A iniciativa em parceria com a Secretaria Executiva de Controle Urbano começará na próxima terça-feira (13), às 9h, no Compaz Leda Alves, no Pina.

A secretária-executiva do Consumidor, Cristiane Monet, ministrará a aula focada nos direitos e deveres nas relações de consumo nas praias, além de orientações práticas sobre a legislação vigente e as responsabilidades dos comerciantes e permissionários que atuam em áreas públicas.

“Nosso objetivo é dialogar com os comerciantes, esclarecer o que pode e o que não pode ser cobrado e reforçar que cumprir o Código de Defesa do Consumidor protege o consumidor, o comerciante e a imagem da cidade. O direito do consumidor não tira férias”, destaca a secretária.

Porto de Galinhas

No final do ano passado, no dia 27 de dezembro, dois turistas mato-grossenses foram agredidos por barraqueiros em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca. Segundo informações dos envolvidos, a disparidade entre preços combinados anteriormente e os valores na hora do pagamento deram início a confusão.

“Ainda descendo próximo das barracas, um cara já veio e abordou a gente querendo oferecer o serviço dele. Ele ofereceu o valor das cadeiras por R$ 50 e disse que se a gente consumisse os petiscos dele, a gente não ia pagar o valor das cadeiras e da barraca. (...) Era umas quatro horas da tarde quando a gente pediu a nossa conta. Aí ele falou: 'eu vi que vocês não consumiram o petisco, então agora eu vou cobrar R$ 80 da cadeira de vocês'” contou Johnny, um dos rapazes agredidos, ao G1. 

De acordo com o relato de Johnny, cerca de vinte barraqueiros se juntaram para agredir o casal. Para ele, o fato de serem um casal gay foi determinante para a violência acontecer.

Montagem de homem branco com olho machucado. Ao lado foto de barco com símbolo de Porto de Galinhas

Após o acontecido, a governadora do estado de Pernambuco, Raquel Lyra, se pronunciou: “Nós temos ali uma situação em Porto de Galinhas que não é de hoje. Existem queixas, sim, de pessoas que se sentem assediadas a partir da abordagem de alguns dos trabalhadores que ali estão”, disse. 

Resultados

Ainda no dia 30 de dezembro de 2025, a Prefeitura do Ipojuca interditou temporariamente uma barraca que teve funcionários envolvidos nas agressões

No dia 2 de janeiro de 2026, a Prefeitura do Ipojuca proibiu a cobrança de taxa de consumação mínima e outras práticas associadas.

Já na última quarta-feira (7), o Procon — PE reuniu representantes da Associação de Barraqueiros de Porto de Galinhas. O encontro ocorreu na sede do órgão e tratou sobre a padronização nas informações dos cardápios e esclarecimento de limites de cobrança por serviços na praia.