Otávio Gaudêncio | Publicado em 06/02/2026, às 10h51 - Atualizado às 12h14
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) reformou sentença de improbidade administrativa que condenou o prefeito de Gravatá, Padre Joselito (Avante), em razão da nomeação da primeira-dama da cidade, Viviane Facundes, ao cargo de secretária municipal de Obras e Serviços Públicos.
Ao afastar a acusação, o tribunal reconheceu, oficialmente, a competência técnica de Viviane Facundes para exercimento do cargo. Além disso, o TJPE retirou as imposições judiciais ao prefeito, como a multa de R$ 2,4 milhões aplicadas e o afastamento da primeira-dama da gestão municipal.
O julgamento ocorreu na 2ª Turma da Câmara Regional de Caruaru e teve como relator o desembargador Evanildo Coelho de Araújo Filho, que anunciou o voto vencido por unanimidade.
"Mais do que uma vitória jurídica, a decisão representa o reconhecimento público de sua capacidade de gestão. O julgamento reafirma que sua presença na Secretaria de Obras não decorre de circunstâncias pessoais, mas de uma trajetória administrativa consistente, de resultados apresentados e de competências reconhecidas pelo próprio Tribunal.", disse a prefeitura de Gravatá por meio de nota enviada ao site Jamildo,com,
O Supremo Tribunal Federal proíbe indicações de parentes de até terceiro grau para cargos comissionados, exceto em cargos de natureza política, onde se encaixam os secretários municipais.
Em março de 2025, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) julgou como irregular uma auditoria realizada na Prefeitura de Gravatá. Entre as acusações, estava a suposta prática de nepotismo no órgão.
De acordo com relatório de sessão do TCE, duas sobrinhas do prefeito e um sobrinho da secretária de Educação do município à época, Iranice Lima, foram nomeados para cargos comissionados de chefia em secretarias da prefeitura.
Com as investigações, o TCE apontou que a secretária acumulava, irregularmente, salários de da secretaria, de professora em escolas locais e de servidora do município de Chã Grande.
O tribunal determinou a devolução de mais de R$ 256 mil acumulados por Iranice Lima, no período de 2021 a 2023, para o cofre público, além de multar o prefeito e a secretária em R$ 10 mil.
Os três nomeados foram exonerados.
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