Clara Nilo | Publicado em 29/08/2025, às 12h20 - Atualizado às 13h24
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta sexta-feira (29) que o país está disposto a intensificar a cooperação com o Brasil no âmbito do Brics e “resistir a práticas de intimidação”. A declaração foi feita em publicação na rede social X, após conversa com o ministro das Relações Exteriores brasileliro, Mauro Vieira, realizada na quinta-feira (28).
Chinese FM Wang Yi had a phone call with Brazilian FM Mauro Vieira.
— Lin Jian 林剑 (@SpoxCHN_LinJian) August 29, 2025
Amid the complex changes in the current international situation, #China is willing to strengthen coordination with #Brazil, join hands with the #BRICS countries to resist unilateralism and bullying acts,… pic.twitter.com/byCFeaqSAs
O diálogo ocorreu no mesmo dia em que o governo brasileiro autorizou o início de consultas e medidas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta à imposição de tarifas de 50% sobre produtos do Brasil.
Em comunicado oficial, Pequim afirmou que a parceria entre Brasil e China “vive o seu melhor momento histórico” e destacou a importância da coordenação entre os dois países dentro do Brics e do G20. A nota também reiterou apoio ao Brasil na defesa de sua soberania e no enfrentamento ao unilateralismo e ao protecionismo.
As declarações reforçam posição semelhante manifestada pelo presidente Xi Jinping no início de agosto, em telefonema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ocasião, os líderes discutiram cooperação em setores como saúde, energia, economia digital e satélites. Jinping também apontou a COP 30, que acontecerá ainda este ano e em Belém, como uma oportunidade de atuação conjunta em temas ambientais.
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