Com mais recursos para emendas, deputados aprovam diretrizes do orçamento de 2026 em Pernambuco

Projeto de orçamento enviado por Raquel Lyra prevê deficit primário, mas aumenta recursos de emendas parlamentares para Alepe e define regras

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 29/08/2025, às 10h16 - Atualizado às 10h49

Alepe aprova projeto de diretrizes orçamentárias de 2026
Alepe aprova projeto de diretrizes orçamentárias de 2026

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026, que estabelece os parâmetros para as contas do Estado.

O texto, enviado pela governadora Raquel Lyra (PSD), prevê uma receita total de R$ 54,78 bilhões e um déficit primário de R$ 2,9 bilhões, justificado pela previsão de altos investimentos após o período inicial. 

A proposta aprovada pelos deputados aumenta o valor destinado às emendas parlamentares e incorpora novas regras de partilha de recursos com os municípios.

Mais recursos para emendas parlamentares

Ponto de relevância para os parlamentares, os deputados aumentaram o valor disponível para os recursos. A reserva para os deputados subiu de 0,8% para 0,9% da Receita Corrente Líquida (RCL).

Com a mudança, o montante total para as emendas em 2026 será de R$ 394,3 milhões. Cada um dos 49 deputados estaduais terá o controle de R$ 8,047 milhões para destinar a projetos em suas bases. A regra que obriga a destinação de no mínimo 50% desses valores para a saúde foi mantida.

O texto aprovado também reajustou os valores mínimos por emenda. Para convênios com entidades privadas, o piso subiu de R$ 20 mil para R$ 100 mil, enquanto para entes públicos, o valor mínimo passou de R$ 60 mil para R$ 250 mil.

As emendas parlamentares, inclusive, causou impasses entre a governadora e os deputados no começo do ano, quando o presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), afirmou que Raquel ainda não tinha pago todas as emendas do ano anterior. 

Cenário de déficit e partilha com municípios

O déficit primário de R$ 2,9 bilhões projetado para 2026 representa uma mudança na postura fiscal do Estado, que em 2025 visava um superávit. Segundo o governo, o resultado negativo é justificado pela previsão de R$ 6,16 bilhões em investimentos, financiados principalmente por operações de crédito.

Durante a votação, os deputados incluíram modificações vinculadas com as prefeituras. Pela nova regra, os municípios receberão 50% dos recursos obtidos pelo Estado com privatizações, concessões ou venda de imóveis. As cidades devem receber também os valores do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef), 

O projeto da LDO 2026 depende da sanção da governadora Raquel Lyra.