Gilmar Mendes recebe camisas de Íbis e volta a chamar atenção para relação com a CBF

Plantão Jamildo.com | Publicado em 14/07/2026, às 17h57

Ministro do STF, Gilmar Mendes posa com camisa do Íbis - REPRODUÇÃO/X/ GILMARMENDES
COMPARTILHE:

Ler resumo da notícia

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a repercutir nas redes sociais ao publicar, nesta semana, uma mensagem agradecendo as homenagens recebidas do Íbis Sport Club, de Pernambuco, e da Ferroviária, de Araraquara (SP). A publicação ocorre poucos dias após outra manifestação do magistrado sobre a Seleção Brasileira, que reacendeu discussões sobre sua relação com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em publicação no X (antigo Twitter), Gilmar afirmou ter recebido "com alegria" camisas autografadas dos dois clubes e destacou a dedicatória de Mauro Shampoo, ex-jogador e um dos principais símbolos da história do Íbis. O ministro também mencionou as assinaturas das atletas da Ferroviária, bicampeã da Copa Libertadores Feminina.

"O futebol é um patrimônio cultural do nosso país e um instrumento de convivência, inclusão e transformação social. Muito sucesso às duas equipes em seus próximos desafios", escreveu.

Gilmar Mendes é o atual decano do STF, título concedido ao ministro com mais tempo de atuação na Corte. Ele tomou posse em 20 de junho de 2002 e completou recentemente 24 anos como integrante do Supremo.

Publicação sobre a Seleção reacendeu debate

A nova postagem foi feita dois dias após o ministro comentar o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. No último domingo, o Brasil foi derrotado pela Noruega e encerrou sua pior campanha no torneio desde 1990.

Na ocasião, Gilmar Mendes agradeceu aos jogadores pela participação na competição e afirmou que a equipe inicia um novo ciclo sob o comando do técnico Carlo Ancelotti.

"Meu agradecimento a cada atleta pela dedicação e pelo compromisso com que honraram a camisa do Brasil", escreveu. Em seguida, acrescentou que "a permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe dá solidez a esse recomeço, e a seleção que se renova encontrará no torcedor, uma vez mais, a sua maior força".

A manifestação gerou comentários nas redes sociais sobre a relação do ministro e de sua família com a estrutura da CBF, tema que já foi alvo de questionamentos públicos em razão de possíveis conflitos de interesse.

Relação da família Mendes com a CBF

O filho do ministro, Francisco Mendes, ocupa a vice-presidência da Federação Mato-Grossense de Futebol e mantém atuação ligada ao futebol nacional. Embora não exerça cargo formal na Confederação Brasileira de Futebol, é apontado por interlocutores do meio esportivo como uma figura influente na entidade.

Francisco Mendes também atua como diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição fundada por Gilmar Mendes. A CBF Academy, braço de formação da confederação, mantém parceria com o IDP para oferta de cursos na área esportiva.

A proximidade entre a família Mendes e a CBF também ganhou visibilidade em razão da atuação do ministro em processos envolvendo a entidade.

Em 2024, Gilmar Mendes suspendeu decisão que havia afastado Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF, permitindo seu retorno ao comando da confederação. Posteriormente, o caso voltou à Justiça do Rio de Janeiro, que novamente determinou o afastamento do dirigente.

Ao longo dos últimos anos, a CBF passou por sucessivas mudanças em sua presidência, com dirigentes afastados, investigados ou alvo de decisões judiciais. Nesse contexto, a atuação do ministro em processos relacionados à entidade e os vínculos institucionais de seu filho têm sido apontados por críticos como fatores que alimentam o debate sobre eventual conflito de interesses. Gilmar Mendes, por sua vez, nunca se declarou impedido de julgar ações envolvendo a confederação.

Gilmar Mendes

Leia também

PF instaura investigação contra Polícia Civil de Raquel Lyra sobre monitoramento de secretário de João Campos


STF autoriza investigação de monitoramento da Polícia Civil de Raquel Lyra contra secretário de João Campos


Raquel Lyra tem vitória no STF sobre dívidas da CEHAB