Polícia Federal faz operação em diversos estados para combater pessoas que planejavam atentado durante a eleição de 2026. Pernambuco é único do Nordeste
por Cynara Maíra
Publicado em 04/08/2026, às 13h07 - Atualizado às 13h32
Nesta terça-feira (04), a Polícia Civil deflagrou a operação Rede Interrompida em cinco estados do Brasil contra suspeitos de discutir a elaboração de um atentado a bomba durante o segundo turno das eleições brasileiras deste ano. A ação encabeçada pela PC do Distrito Federal ocorreu em parceria com o Ministério da Justiça e a polícia civil dos estados envolvidos.
Segundo a Polícia, os suspeitos planejavam em grupos no Telegram e no Discord atacar prédios públicos como a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto no período eleitoral. As autoridades indicam que os alvos da operação têm entre 19 e 31 anos.
Além da invasão de locais, os suspeitos teriam discutido a seleção de alvos, criação de uma tática e de um sistema de recrutamento. O grupo também compartilhava plantas e modelos 3D de prédios no centro de Brasília, onde planejavam o ataque.
Com oito pessoas investigadas, a operação ocorreu em cinco estados do Brasil: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Pernambuco é o único estado do Nordeste a ter suspeitos investigados.
O envolvido no estado nordestino seria um seminarista de um mosteiro que participava de discussões para criar uma rede extremista no país.
A investigação teria ocorrido após um relatório técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, que foi enviado para Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV).
Segundo o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Maurílio Coelho, os suspeitos teriam usado informações públicas sobre reformas dos edifícios públicos para planejar o atentado. Ainda será apurado como os envolvidos obtiveram as informações sobre os espaços.