João Campos aposta em interligar Raquel Lyra ao bolsonarismo, enquanto defende relação do PSB com Lula, e em comparação entre feitos de gestões
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 04/08/2026, às 12h09
O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro e candidato a governador de Pernambuco, João Campos, afirmou que o plano de sucessão do presidente Lula (PT) deverá ser conduzido pelo próprio petista.
Em entrevista ao UOL na segunda-feira (3), o socialista afirmou crer na reeleição de Luiz Inácio e que vai apoiá-lo durante o período. "Quem vai conduzir a sucessão é Lula, e eu vou apoiar ele", afirmou. João Campos ainda elogiou o preparamento físico do presidente e disse que Lula estará no "auge da vida" em 2030.
O assunto foi comentado pelo próprio presidente durante a convenção nacional do PT no domingo (2). Lula não define nenhum nome para substituí-lo, mas deixa claro que pode ser qualquer um de qualquer região do país. A liderança petista também já afirmou em declarações passadas que escolherá seu sucessor com base na adesão popular e não como uma espécie de "herdeiro".
Mesmo falando sobre o futuro parorama, o socialista não se aprofundou quanto à chance de ser um dos nomes para a sucessão presidencial. Para João Campos, o foco é a eleição deste ano, que será acirrada, mesmo com ele crendo em vitória nas urnas.
Para isso, o ex-prefeito aposta no poder da relação próxima com o presidente em meio à troca de declarações de apoio.
Em episódio recente, o ministro Wellington Dias afirmou que Lula subiria no palanque de João e Raquel Lyra (PSD). A fala gerou revolta nos membros do PSB, ocasionando declaração pública de apoio do presidente ao ex-prefeito.
Ele também mencionou indiretamente a base da governadora Raquel Lyra, comentando que o grupo é formado por apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL). "Eu tenho convicção de que sairemos vitoriosos, porque a gente está do lado certo da história. O nosso campo político é o campo popular. Do outro lado estão a extrema-direita e a direita, que vão apoiar Flávio Bolsonaro", declarou.
O ex-prefeito do Recife ainda aposta na comparação entre feitorias à frente da gestão municipal contra as entregas de Raquel Lyra como governadora. "Se analisar a gestão, o que eu fiz como prefeito versus prefeito do Estado, não tem nem comparação da quantidade de coisas que nós fizemos e de realizações versus o que foi no Estado".
Leia também