Lula abre espaço para sucessores e faz gesto a João Campos em convenção nacional do PT

Em sua última eleição, Lula diz que sucessor pode vir de qualquer estado, inclusive de Pernambuco, onde ele apoia João Campos

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 03/08/2026, às 10h25

João Campos e Lula sorriem enquanto olham um para o outro
Humberto Costa e Marília também estavam no evento - Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) oficializou sua candidatura à reeleição no último domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Aos 80 anos, o petista tenta seu quarto e último mandato à frente do Executivo nacional

Em seu discurso, Lula falou sobre como quer deixar o país para um próximo governante e citou nomes, a começar pelo candidato a governador Fernando Haddad (PT). Além do ex-ministro, o presidente citou outras regiões do país: "quem sabe o próximo presidente não saia do Piauí, ou do Ceará".

O petista também citou o estado de Pernambuco, no qual apoia o candidato João Campos, do PSB, legenda que Lula elogiou e relembrou aliança histórica, citando acontecimentos e relações com figuras da política socialista pernambucana como os ex-governadores Miguel Arraes de Alencar e Eduardo Campos

"Vamos definir essa eleição agora. É para definir que país a gente vai deixar do ponto de vista das coisas que nós ainda não fizemos", disse o presidente. 

O candidato a governador de Pernambuco ainda exibiu inserção durante a programação do evento petista. "Fomos os primeiros a apoiar a reeleição de Lula", disse João Campos. O político participou do momento na condição de presidente nacional do PSB, que é representado pelo candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa presidencial de Lula. 

Além do ex-prefeito do Recife, os candidatos ao Senado, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), também estiveram presentes. Carlos Costa (Republicanos), candidato a vice-governador, foi o único integrante da chapa majoritária da Frente Popular que não compareceu. 

"Esta é a eleição das nossas vidas. O que está em risco é a democracia e a soberania do nosso país. Precisamos evitar o retrocesso e barrar qualquer ameaça de autoritarismo", declarou o senador Humberto Costa