João Campos falou sobre ações como prefeito do Recife, criticou gestão de Raquel Lyra no Governo de Pernambuco e prometeu melhorar o estado
por Cynara Maíra
Publicado em 01/08/2026, às 20h55 - Atualizado às 21h15
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) oficializou sua candidatura ao Governo de Pernambuco neste sábado (1º), em convenção da Frente Popular no Clube Internacional do Recife. A solenidade homologou a chapa majoritária que conta com Carlos Costa (Republicanos) na vice-governadoria, além das candidaturas do senador Humberto Costa (PT) e da ex-deputada Marília Arraes (PDT) na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.
Além da ornamentação do espaço, o tema da continuidade dos feitos dos ex-governadores Eduardo Campos e Miguel Arraes deu o tom dos discursos de políticos e convidados no palco. O ato contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para evitar a lógica do voto Luquel.
Em seu discurso, João Campos destacou os indicadores da sua gestão à frente da Prefeitura do Recife, citando a ampliação de vagas em creches e a construção do Hospital da Criança. O candidato prometeu replicar esse modelo no âmbito estadual, se comprometedo a buscar parcerias com o Governo Federal para destravar obras estruturantes, como a conclusão da Ferrovia Transnordestina.
O socialista também criticou o isolamento físico da sede do Executivo estadual ao alegar que a Praça da República foi gradeada durante a gestão Raquel, prometeu mudar a relação com a população. "Quem tem medo do povo não merece ter a caneta que o povo delega. Nós vamos tirar as grades do Palácio para fazer com que o governo funcione na rua", declarou João Campos.
As críticas à administração da governadora Raquel Lyra (PSD) e a vinculação de seu grupo ao campo conservador também constaram nos discursos dos aliados. A deputada estadual Dani Portela (PT) chegou a dizer que "O bolsonarismo tem palanque em Pernambuco e é o da governadora Raquel Lyra", afirmou a parlamentar.
A situação da infraestrutura pública de saúde e educação no estado também virou munição para a oposição durante o ato. Em fala direcionada à militância, a presidente do Sintepe, Ivete Caetano, falou sobre a necessidade de mudança na gestão estadual. "Pernambuco não merece teto de hospital caindo, teto caindo nos professores. Pernambuco precisa eleger João Campos", pontuou a sindicalista. A fala alinhou-se ao discurso da senadora Teresa Leitão (PT), que defendeu um projeto "que não deixa teto de escola nem de hospital cair".