João Campos anuncia concurso para Guarda Municipal do Recife com 400 vagas

João Campos anunciou novo concurso para Guarda Municipal ao fim de 2026. Prefeitura do Recife prevê 400 vagas imediatas. PCR mantém ações de cidadania

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 09/02/2026, às 11h17 - Atualizado às 12h00

João Campos ao redor de guardas municipais em uma sala. São mais de 20 em uma sala de aula
João Campos anunciou concurso para Guarda Municipal do Recife

Concurso de 400 vagas na GCMR

Prefeito João Campos anunciou abertura imediata para recompor efetivo da Guarda Civil Municipal; edital no 2º semestre de 2026, provas no fim do ano.

Armamento gradual com treinamento

Turmas em formação desde janeiro para uso de armas letais; primeiros grupos nas ruas em março, exames psicológicos pela PF desde outubro de 2025.

Declaração de Campos sobre armas

"Arma não é a grande solução", diz prefeito; processo pontual com bodycams, treinamento no GTO e devolução de armas ao fim do expediente.

Aderência a programas federais

Recife, 1ª capital no Município Mais Seguro, recebe 1.165 armas não letais e cursos; alinhado ao SUSP e PNSPDS, com foco em prevenção.

Efetivo e modelo comunitário

1.632 agentes ativos; reestruturação prioriza proximidade com comunidades, Compaz, infraestrutura e saúde mental dos guardas.

Na manhã desta segunda-feira (09), o prefeito do Recife, João Campos (PSB) anunciou que a Prefeitura fará um concurso público para Guarda Civil Municipal do Recife (GCMR). A gestão prevê a abertura imediata de 400 vagas para o cargo na cidade.

A Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) deve divulgar edital do certame no início do segundo semestre de 2026, com provas no final do ano.

Durante o anúncio, João Campos falou sobre a necessidade de recompor o efetivo e ampliar as ações de segurança no município. 

"Isso [o novo concurso] nos permite ampliar o trabalho da segurança municipal e avançar no processo de armamento gradual da corporação, que já conta com turmas em formação e treinamento permanente”, disse o prefeito. 

Ações de segurança no Recife

Além do aumento do efetivo, João Campos iniciou o armamento da Guarda Municipal na cidade, a única capital do país sem guarda armada até então.

Apesar de ceder às pressões sobre o tema, o prefeito do Recife afirmou que o armamento não seria a única iniciativa da gestão para ampliar a segurança e que todo processo ocorrerá com responsabilidade e "técnica". 

 "Eu não acho que arma é a grande solução para segurança, não. Tanto é que a gente vai fazer isso de forma pontual e gradual com sistemas de controle, implementando o bodycam, sistemas de treinamento. Então, o primeiro passo é o treinamento para os guardas que vão passar a ter, que começaram pelo GTO, que é o Grupo Tático Operacional da guarda", afirmou. 

O início do treinamento da Guarda Municipal para uso de armamento letal começou em 19 de janeiro. Os primeiros grupos a saírem com armas devem estar nas ruas em março. Exames psicológicos credenciados pela Polícia Federal para os agentes já começaram em outubro de 2025. 

A tendência de maior armamento dos guardas municipais ocorre com mais força apartir da nova Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, de 2018, e o novo Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) que prevê a unificação de órgãos e uma maior presença dos municípios na atuação de combate à violência. 

A partir dessas alterações, os municípios precisam montar planos locais de segurança alinhados ao Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e coordenar suas guardas municipais às polícias estaduais e federais.

O Recife também foi a primeira capital a aderir ao Programa Município Mais Seguro, do Governo Federal. A cidade recebeu 1.165 armamentos não letais (eletrochoques e sprays), junto a cursos de uso da força e policiamento comunitário para agentes da GCMR. Além de ferramentas, a gestão também se comprometeu com o Programa Escuta SUSP, com foco na saúde mental dos guardas municipais. 

Atualmente, a guarda municipal têm 1.632 agentes na ativa.

Segundo a gestão socialista, a reestruturação da guarda municipal seguirá o conceito de guarda comunitária, com foco em proximidade com a comunidade e o território.

Esse modelo de atuação já começou a implementação no Recife Antigo. Todos os agentes armados usarão bodycams, com armas devolvidas ao fim do expediente. 

De acordo com o livro e levantamento "Brasil no Espelho" desenvolvido pelo Instituto Quaest e Felipe Nunes, 22% da população brasileira tem como maior preocupação temas vinculados com a Segurança. 

Como uma gestão que rejeitou o armamento da Guarda Municipal ao longo do primeiro mandato, João Campos coloca diversas contrapartidas no armamento, como a manutenção do investimento no combate à violência através de ações de Cidadania, como o Compaz e ações de infraestrutura.