Categoria anuncia paralisação de 24h e ameaça greve no Carnaval enquanto presidente da Alepe cobra do governo o envio da Lei Orgânica da Polícia Civil
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 28/01/2026, às 15h22
Álvaro Porto prometeu oficiar o governo cobrando envio da Lei Orgânica à Alepe
Sinpol confirmou paralisação de 24 horas da Polícia Civil na próxima quarta (4)
Categoria cobra reajuste de 33% e melhorias estruturais nas delegacias
Novos protestos estão previstos no Recife e em Caruaru
Reunião entre o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), e representantes da Polícia Civil ocorreu nesta quarta-feira (28), em meio à intensificação da mobilização da categoria por reajuste salarial, regulamentação da Lei Orgânica e melhorias nas condições de trabalho.
No encontro, o deputado se comprometeu a enviar ofício ao governo do Estado solicitando o encaminhamento do projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil à Alepe e afirmou que atuará para viabilizar a tramitação da proposta na Casa.
Participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, e o presidente da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), Diogo Victor. Segundo Álvaro Porto, a regulamentação estadual da Lei Orgânica, já aprovada em âmbito nacional, é necessária para atualizar a estrutura da Polícia Civil e fortalecer a atuação da instituição.
“A Lei Orgânica já foi aprovada nacionalmente e agora é preciso que seja regulamentada pela Casa, de modo a garantir o fortalecimento da Polícia Civil de Pernambuco e a segurança pública no estado”, afirmou Porto. O parlamentar disse que pretende dialogar individualmente com os deputados para assegurar que o texto avance até o plenário.
Após uma manifestação, na terça-feira (27), o Sinpol-PE confirmou paralisação das atividades da Polícia Civil por 24 horas na próxima quarta-feira (4). A medida, segundo o sindicato, tem o objetivo de reforçar as cobranças ao governo estadual por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A categoria também avalia a possibilidade de greve durante o período do Carnaval.
Os policiais civis realizaram passeata no centro do Recife para cobrar o cumprimento de decisões judiciais que reconhecem o reajuste de 33%, relacionado ao aumento da carga horária. O ato seguiu até o Palácio do Campo das Princesas, mas, de acordo com o sindicato, não houve abertura de diálogo por parte do governo.
“A categoria decidiu intensificar a mobilização diante da intransigência da governadora e da falta de diálogo”, afirmou o presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros. Ele informou que uma nova passeata está prevista para o dia 11, durante a semana do Galo da Madrugada, quando a possibilidade de greve será novamente discutida.
Cisneiros também destacou problemas estruturais enfrentados pela categoria. “O policial civil de Pernambuco ganha o pior salário do Brasil e trabalha em delegacias com sérios problemas estruturais. Hoje, cerca de 60% das unidades apresentam falhas de manutenção”, declarou.
Além dos atos no Recife, o sindicato planeja novo protesto na próxima quinta-feira (5), durante a inauguração do Complexo da Polícia Científica, em Caruaru, no Agreste. A governadora Raquel Lyra (PSD) deve participar da agenda.