Piso nacional para médicos avança no Senado, com mobilização dos médicos pernambucanos

Sindicato dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE) destaca avanço do PL 1365/2022 após aprovação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 21/05/2026, às 09h20 - Atualizado às 09h52

Carol tabosa, do Simepe, em reunião com Dudu da Fonte sobre piso salarial
Carol Tabosa, com sua equipe, em articulações no Senado pelo piso salarial dos médicos - Divulgação

O Senado avançou na discussão do piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas com a aprovação do PL 1365/2022 na Comissão de Assuntos Sociais.

O Simepe acompanhou a votação em Brasília e reforçou articulações políticas pela proposta.

O projeto teve parecer favorável do senador pernambucano Fernando Dueire.

A categoria defende que a medida pode reduzir vínculos precários e melhorar a assistência à população.

O texto segue agora para novas etapas no Congresso.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), o Projeto de Lei 1365/2022, que trata da valorização salarial de médicos e cirurgiões-dentistas em todo o país. A proposta avança agora para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

A votação foi acompanhada em Brasília por representantes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), que participaram de mobilizações junto a senadores em defesa do texto. Estiveram presentes a presidente da entidade, Carol Tabosa, o secretário-geral Marcílio Oliveira e o diretor Robson Miranda.

Com o trabalho em Pernambuco, Carol Tabosa e sua equipe vem ampliando espaço nacional da entidade nas discussões sobre carreira médica, condições de trabalho e valorização profissional.

O parecer favorável ao projeto foi apresentado pelo senador pernambucano Fernando Dueire, relator da proposta na comissão.

Segundo o Simepe, o projeto busca fortalecer a valorização profissional dos médicos e ampliar as condições de atendimento à população, especialmente em regiões mais afastadas do país.

A presidente do sindicato, Carol Tabosa, afirmou, em informe ao site Jamildo.com,  que a medida pode ajudar a garantir maior estabilidade na carreira médica e melhorar o vínculo entre profissionais e pacientes. Para a dirigente, isso contribui para um atendimento mais contínuo e para a ampliação da assistência em áreas com dificuldade de acesso a serviços de saúde.

Com a aprovação em caráter terminativo na comissão, o texto entra agora em prazo regimental no Senado. Paralelamente, o Simepe informou que pretende ampliar a articulação política junto à Câmara dos Deputados para acelerar a tramitação da proposta.

No estado, os médicos também acumulam avanços recentes em negociações salariais e discussões sobre vínculos de trabalho, sobretudo na rede pública. O Simepe tem atuado em pautas relacionadas à recomposição remuneratória, melhoria das condições de plantão e defesa da interiorização da assistência médica, tema recorrente diante da dificuldade de fixação de profissionais em municípios do interior.

Agora, depois de anos de reclamações sobre baixos salários e vínculos precários, médicos e dentistas conquistam avanço no Senado.