Parlamentar contestou declarações de pastor sobre o PT, criticou acusações sem provas e cobrou tratamento semelhante para casos ligados ao bolsonarismo
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 05/06/2026, às 18h20
Kari Santos reagiu a declarações do pastor Júnior de Tércio sobre o PT.
Vereadora afirmou que as acusações foram feitas sem apresentação de provas.
Parlamentar questionou posicionamentos do religioso sobre casos ligados a Bolsonaro.
Kari defendeu debate político baseado em fatos e responsabilidade pública.
A vereadora Kari Santos criticou declarações feitas pelo pastor Júnior de Tércio (PP) sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que as falas reproduzem acusações sem provas contra a legenda. A manifestação ocorreu após o religioso voltar a associar o partido a organizações criminosas em posicionamentos públicos.
Segundo a parlamentar, o debate político deve ser conduzido com base em fatos e evidências, sem o uso de informações falsas ou generalizações contra adversários políticos. Kari também questionou o que classificou como falta de posicionamento do pastor diante de investigações e denúncias envolvendo aliados e familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É curioso ver alguém tão disposto a atacar adversários políticos permanecer em silêncio quando o assunto são os escândalos envolvendo a família Bolsonaro. Nunca vimos a mesma indignação ou a mesma disposição para condenar esses fatos”, afirmou a vereadora.
Na avaliação da parlamentar, divergências ideológicas e partidárias fazem parte do ambiente democrático, mas não devem servir de justificativa para a disseminação de informações sem comprovação. Ela defendeu que agentes políticos e lideranças religiosas atuem com responsabilidade ao se manifestarem sobre temas públicos.
Kari Santos também mencionou episódios em que, segundo ela, o pastor adotou posicionamentos favoráveis a atos promovidos por apoiadores do ex-presidente. A vereadora afirmou que a utilização de discursos políticos associados à fé exige compromisso com a veracidade das informações apresentadas à população.
“Quem vive pregando que o diabo é o pai da mentira deveria ter ainda mais responsabilidade com a verdade. A política precisa de debate sério, não de fake news, acusações sem provas e incitação ao ódio”, declarou.
Ao comentar o cenário político, a parlamentar reforçou que críticas e contrapontos são legítimos dentro do processo democrático, mas destacou que acusações devem ser acompanhadas de elementos concretos que as sustentem.
“O povo espera dos líderes religiosos e políticos compromisso com a verdade, coerência e responsabilidade. O que não dá é para usar a fé como instrumento de manipulação política”, concluiu.