Em vídeo, Túlio Gadelha aponta que o projeto da transnordestina veio de uma estatal do Governo Lula e mostra João Campos celebrando ato na época
por Cynara Maíra
Publicado em 18/05/2026, às 08h05 - Atualizado às 08h52
Crítica da Oposição: João Campos culpou o Governo do Estado pela suspensão da Transnordestina em Pernambuco, classificando o caso como falta de liderança de Raquel Lyra.
Reação da Base: Túlio Gadelha rebateu as acusações em vídeo, destacando que os estudos iniciais dependem da estatal federal Infra S.A. e relembrou cobranças pelo abandono histórico da ferrovia na gestão do PSB.
A Decisão do TCU: O tribunal barrou novos repasses financeiros para o trecho Salgueiro a Suape devido a falhas e ausência de relatórios técnicos de viabilidade socioeconômica.
Prazo de Regularização: A Infra S.A. possui 30 dias para enviar um plano de ação focado na conclusão dos estudos ambientais e econômicos exigidos pelo Novo PAC.
Defesa Regional: A Sudene manifestou apoio à continuidade da ferrovia e prometeu fornecer dados complementares para reverter o travamento das obras no estado.
Com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em suspender as ações do trecho pernambucano da Transnordestina, diversos nomes da política estadual se pronunciaram sobre o assunto.
Já em pré-campanha, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) culpou a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) sobre a situação. Ainda na sexta-feira (15), o político afirmou que a situação representaria "um sinal da falta de prioridade do Governo do Estado com uma obra estratégica para Pernambuco" e que a população de pernambucana poderia sofrer pela "ausência de articulação e liderança".
A paralisação da Transnordestina no trecho Salgueiro-Suape é mais um sinal da falta de prioridade do Governo do Estado com uma obra estratégica para Pernambuco. A ausência de articulação e liderança pode custar empregos, investimentos e relevância econômica ao nosso estado.…
— João Campos (@JoaoCampos) May 16, 2026
Em resposta, um dos pré-candidatos ao Senado na chapa da governadora respondeu sobre o tema em um vídeo nas redes sociais.
O deputado federal Túlio Gadelha (PSD) afirmou no sábado (16) que João Campos falta com a responsabilidade ao transferir a culpa para a gestão estadual. O parlamentar lembrou que a empresa pública federal Infra S.A., antiga Valec, contratou os estudos técnicos originais do projeto.
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Segundo Túlio, a governadora estaria isenta da responsabilidade pela suspensão do tribunal.
O deputado federal apontou que a chefe do Executivo estadual articulou diretamente com o presidente Lula (PT) a atração de investimentos federais e liderou a bancada pernambucana em agendas nos ministérios dos Transportes e da Casa Civil.
Túlio também criticou as gestões anteriores do PSB, alegando que o partido deixou a estrutura ferroviária em estado de abandono durante os anos em que governou o estado.
A Corte de Contas determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. suspendam a formalização de novos compromissos financeiros para a retomada das obras no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape.
A decisão ocorreu após uma fiscalização apontar a ausência de estudos técnicos, econômicos e ambientais que comprovem a viabilidade socioeconômica do empreendimento.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo, destacou a existência de incertezas graves em relação ao projeto.
A suspensão continuará em vigor até que as entidades apresentem elementos técnicos atualizados sobre o trecho ferroviário. O acórdão estabelece o prazo de 30 dias para que a Infra S.A. apresente um plano de ação focado na conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, o EVTEA, da futura concessão do trecho Salgueiro a Suape da EF-232, planejado dentro do Novo PAC.
Após o caso, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene, divulgou uma nota oficial sobre o caso.
A autarquia declarou respeito ao papel fiscalizador do TCU, mas reiterou o caráter estruturante da Transnordestina para o desenvolvimento econômico regional. O órgão informou que pretende apresentar estudos atualizados para defender a viabilidade econômica e social da obra, ressaltando o potencial de geração de empregos e integração logística entre o interior e os portos do Nordeste.