Sintepe fala em coação política da PMPE em uma escola estadual de Salgueiro

Segundo Sindicato, professores e alunos relataram casos de coação política da PMPE na Escola de Referência em Ensino Médio Aura Sampaio

Jumariana Oliveira

por Jumariana Oliveira

Publicado em 22/10/2026, às 15h26 - Atualizado às 15h46

Imagem mostra a presidente do Sintepe, Ivete Caetano, de camisa vermelha, segurando um cartaz com os dizeres: "Só a luta garante direitos"
Presidente do Sintepe apresentou denúncia nas redes sociais da categoria - Divulgação

O Sintepe denunciou, através das redes sociais da categoria, um episódio de possível coação política da PMPE na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Aura Sampaio, em Salgueiro.

A escola teria recebido um membro do PL municipal, acompanhado de dois policiais militares, que teriam obrigado estudantes e funcionários a retirarem bottons e a trocarem de camisas.

A PMPE informou que a instituição recebeu a denúncia de distribuição de material político-partidário e possíveis conflitos motivados por divergências ideológicas e a Patrulha Escolar foi acionada.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) denunciou, através das redes sociais da categoria, um episódio de possível coação política da PMPE na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Aura Sampaio, em Salgueiro, no Sertão do estado. 

Segundo a denúncia, a escola teria recebido um membro do PL municipal, acompanhado de dois policiais militares, que teriam obrigado estudantes e funcionários a retirarem bottons em defesa do fim da escala 6x1 e em defesa das cotas, além de pedirem para que algumas pessoas trocassem de camisa por serem vermelhas. 

“O Sintepe considera inadmissível qualquer tentativa de constrangimento ou silenciamento por posicionamentos ideológicos. A Constituição Federal garante a liberdade de manifestação do pensamento e veda a censura, princípios que precisam ser respeitados também dentro das escolas públicas”, destaca a nota da presidente do sindicato, Ivete Caetano. 

Em nota, o Sintepe diz que cobrará providências efetivas das autoridades sobre a possível coação política da PMPE para que o episódio seja rigorosamente investigado e os responsáveis sejam devidamente punidos e que acionará a Corregedoria da Polícia Militar, o Ministério Público e o Governo de Pernambuco para exigir a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. 

“A entidade não aceitará ataques à liberdade de expressão, à democracia e à comunidade escolar. A escola pública deve ser um espaço de conhecimento, pluralidade e respeito, nunca de intimidação ou perseguição política”, encerra a nota do Sintepe.

Procurada pela reportagem do Jamildo.com, a Polícia Militar de Pernambuco informou que a instituição recebeu a denúncia de distribuição de material político-partidário e possíveis conflitos motivados por divergências ideológicas e a Patrulha Escolar foi acionada. 

“Os policiais conversaram com a direção da unidade de ensino e orientaram estudantes e professores sobre a importância do respeito às diferenças e da prevenção de conflitos no ambiente escolar. A atuação teve caráter preventivo, com o objetivo de preservar a tranquilidade e a segurança da comunidade escolar”, diz a nota da PM.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou, ainda, que a Corregedoria Geral instaurou procedimento preliminar para apurar os fatos relatados, verificar as informações e analisar eventuais repercussões administrativas. 

O PL de Pernambuco foi procurado para confirmar se o militante que teria visitado a escola com os policiais era, de fato, presidente do PL Salgueiro, mas até o fechamento da matéria não deu retorno.