STF reconhece piso para professores temporários e Sintepe cobra retroativos em Pernambuco

Sintepe detalha cálculo dos retroativos e próximos passos da ação contra o Estado de Pernambuco após julgamento no Supremo sobre piso para professores

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 28/08/2026, às 09h55 - Atualizado às 10h42

Assembleia de professores da rede de Pernambuco durante campanha salarial da Sintepe
Decisão do STF fortalece cobrança de professores temporários por diferenças do Piso Nacional do Magistério em Pernambuco - Divulgação/Sintepe

O Sintepe detalha nesta sexta-feira (28) os próximos passos da ação que cobra diferenças salariais de professores temporários da rede estadual.

A discussão ocorre após decisão do STF sobre o direito desses profissionais ao Piso Nacional do Magistério.

O Estado de Pernambuco ainda pode apresentar embargos de declaração até 31 de agosto.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realiza, nesta sexta-feira (28), uma coletiva de imprensa para apresentar os próximos passos da ação que busca o pagamento retroativo de diferenças do Piso Salarial Nacional do Magistério a professores contratados temporariamente pela rede estadual de Pernambuco.

A cobrança ganhou novo capítulo após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao Tema 1.308 da Repercussão Geral, que trata nacionalmente do piso para professores. Segundo o sindicato, o julgamento reconheceu o direito de professores temporários ao Piso Nacional do Magistério e rejeitou recurso apresentado pelo Estado de Pernambuco.

A ação conduzida pelo Sintepe busca cobrar valores referentes aos períodos em que professores temporários teriam recebido remuneração abaixo do piso nacional previsto para o magistério.

Na coletiva, a direção do sindicato e sua assessoria jurídica devem explicar como será calculado o eventual retroativo, quais profissionais poderão ser alcançados pela cobrança e em que etapa se encontra o processo.

Também deverão ser apresentados os próximos procedimentos jurídicos necessários para buscar o pagamento das diferenças salariais.

Outro ponto a ser abordado é o prazo para novos recursos. De acordo com o Sintepe, o Estado de Pernambuco tem até 31 de agosto para apresentar eventuais embargos de declaração, que são medidas judiciais ainda permitidas no processo.

A definição dessa etapa processual será importante para determinar quando e de que forma poderá avançar a discussão sobre a apuração e o pagamento dos valores cobrados pelos professores temporários.

O Sintepe informou que a ação alcança aproximadamente 16,7 mil professores e o período de abril de 2017 a junho de 2021.

Quando divulgou a ação, lá atras, a entidade sindical disse que o retroativo do piso poderia superar R$ 35 mil por professor temporário em Pernambuco, em uma estimativa para 150 horas e 51 meses completos, antes da atualização monetária.

Conforme já mostrou o site Jamildo.com, a discussão sobre os retroativos não está restrita a Pernambuco.