Informações de bastidores apontam que União Brasil e Progressistas não devem apoiar Flávio Bolsonaro por falta de declarações do senador
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 11/07/2026, às 10h57
O pré-candidato ao Palácio do Planalto e ex-governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou publicamente o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) após informações de bastidores apontarem que a federação União Progressista não deve apoiar o senador nas eleições.
"O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora", escreveu o ex-governador em post nas suas redes sociais. A apuração do G1 sobre o movimento dos partidos levantou que o possível afastamento do senador é motivado por atritos entre a figura do PL e dirigentes da federação nos últimos meses, além de lideranças estaduais pedirem neutralidade na disputa nacional.
Os desgastes estariam supostamente ligados à falta de manifestação pública do senador em momentos sensíveis de quadros importantes dos dois partidos que compõem a federação: quando Ciro Nogueira virou alvo da Polícia Federal (PF) na investigação do Banco Master e após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, pré-candidato ao Senado e aliado de Flávio.
Em Pernambuco, a suposta decisão encaminhada pela federação pode beneficiar diretamente os nomes que buscam espaço na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), que busca neutralidade na disputa pelo Governo Federal.
Junto à gestora, quatro nomes buscam espaço na disputa ao Senado, com apenas Túlio Gadêlha (PSD) demonstrando posição clara quanto às eleições presidenciais. Além do lulista declarado, aparecem os pré-candidatos Fernando Dueire (PSD), Miguel Coelho (UB) e Eduardo da Fonte (PP).
Enquanto a governadora disputa a reeleição, o ex-prefeito João Campos (PSB) aparece como principal rival da gestora, apostando em uma equipe declaradamente apoiadora de Lula (PT), enquanto figuras bolsonaristas como a deputada federal Clarissa Tércio (PP) aparecem no palanque de Raquel.
Pernambuco aparece como destaque nas pesquisas entre os estados que mais apoiam o presidente Lula. A neutralidade da federação UB-PP diminuiria o potencial de nacionalização do debate político por parte da chapa da Frente Popular, que é abertamente apoiada pelo presidente.
Apesar de ser do mesmo partido de Ronaldo Caiado, a governadora tem aval da decisão nacional para escolher a opção mais atrativa para sua conjuntura política.
Leia também