Pinheiro cobrou o Consórcio Basa por agilidade contra buracos e desabastecimento. Caruaru recebeu repasse de R$ 33,8 milhões após leilão da Compesa
por Cynara Maíra
Publicado em 15/05/2026, às 09h29 - Atualizado às 10h25
O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), reuniu-se nesta semana com representantes do Consórcio Basa, vencedor da concessão da Compesa, para cobrar celeridade nas obras em execução no município.
O encontro tratou de gargalos na cidade, como a proliferação de buracos nas vias públicas após intervenções na rede, falhas no saneamento e a frequente falta de água nas torneiras da população.
A mesa de diálogo contou com a participação do secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, Artur Coutinho, além de integrantes do secretariado municipal.
Durante o debate, a prefeitura apresentou os maiores pontos de desabastecimento na área urbana e rural. Em resposta, o diretor de operações da Basa, Rodrigo Viana, afirmou que este contato inicial serve para delimitar as responsabilidades de cada órgão e tentar otimizar os serviços após o início da concessão.
Rodrigo Pinheiro justificou a cobrança como uma forma de evitar maiores transtornos no comércio e na rotina dos moradores.
"A hora de resolver é agora. Com planejamento, diálogo e responsabilidade, vamos encontrar o melhor caminho para enfrentar os problemas e garantir um resultado mais eficiente para a população", disse Pinheiro.
A cobrança ocorre poucas semanas após o início oficiais das operações do consórcio, que assinou o contrato com a governadora Raquel Lyra (PSD) no dia 29 de abril de 2026. A empresa venceu o leilão na Bolsa de Valores (B3) em dezembro de 2025 e assume a gestão dos serviços por um período de 35 anos.
Controlado pela empresa espanhola Acciona e pela brasileira BRK Ambiental, o grupo opera sob um modelo de concessão parcial. A Compesa continua como uma empresa pública e mantém o controle sobre a captação, produção e o tratamento da água bruta. A Basa responde pelas etapas finais, que envolvem a distribuição até as moradias, a coleta e o tratamento do esgoto doméstico.
O negócio envolve valores bilionários para a região. O Bloco 2, lote que inclui Caruaru e a Região Metropolitana do Recife, prevê um investimento de R$ 17,4 criados para os 35 anos de contrato. Pelas regras do edital, o consórcio precisa injetar 80% deste montante logo nos primeiros cinco anos de operação para tentar cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento, que estipula 99% de abastecimento de água e 90% de coleta de esgoto até 2033.
Pela divisão da outorga paga ao Estado, Caruaru recebeu o repasse de R$ 33.874.982,65 no ato da assinatura do contrato.