Com João Campos aumentando críticas contra celeridade da gestão Raquel Lyra nos últimos 3 anos. Raquel Lyra respondeu sobre aumento de entregas em 2026
por Cynara Maíra
Publicado em 08/06/2026, às 12h27 - Atualizado às 13h32
A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu as críticas da oposição de que estaria acelerando entregas de olho nas eleições de 2026. Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (08) em entrega de equipamentos de segurança, Raquel citou diretamente essa crítica e rebateu. A chefe do Executivo estadual negou o viés eleitoreiro e justificou que o volume atual de inaugurações decorre do tempo necessário para captar recursos financeiros e organizar licitações transparentes nos primeiros anos de gestão.
A governadora pontuou que o governo soma três anos e cinco meses de atividade e prometeu intensificar o cronograma de entregas até o fim do ano. Entre as ações previstas, Raquel destacou a incorporação de mais 1.200 policiais militares em formação, com previsão de formatura ainda neste mês de junho, além da abertura de novos concursos públicos.
Durante o discurso, a gestora relembrou as gestões passadas do PSB e citou que os policiais empurravam viaturas velhas sem combustível e usavam pistolas que falhavam.
Raquel tem aproveitado as agendas para colocar sua gestão em contraponto com governos passados. A política alega que seu antecessor, o ex-governador Paulo Câmara, teria deixado o estado quebrado e que sua equipe precisou trabalhar para garantir confiança de instituições financeiras para adquirir empréstimos.
Em março, o estado foi a unidade federativa brasileira com maior crescimento do PIB, segundo o Banco Central.
Apesar de demonstrar a ampliação dos atos públicos em 2026, a gestora enfrenta questionamentos da oposição.
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), critica o ritmo da atual administração e aponta ineficiência. O socialista focou os ataques na promessa de campanha de Raquel de construir 250 creches no estado e na saúde.
Com apenas três unidades entregues, João Campos ironizou o indicador e declarou que, no ritmo atual, o estado levaria um quarto de milênio para cumprir a promessa, contrapondo o dado com as 100 unidades de ensino infantil abertas em sua gestão na capital.
O pré-candidato do PSB também aponta insuficiência política e de gestão na área da saúde pública. Os socialistas calculam que o investimento no setor recuou de 18,8% da receita estadual em 2022 para 15,8% em 2025, corte nominal que representa R$ 1,5 bilhão a menos para o segmento em um único ano.
Campos critica a superlotação nos grandes complexos hospitalares da Região Metropolitana do Recife e alega que as intervenções estaduais limitam-se a reformas de fachadas, sem melhorias na infraestrutura escolar ou na segurança pública.
Na semana passada, durante viagem para o Fórum de Lisboa, o socialista afirmou que Pernambuco passa por uma alta na violência e pelo fortalecimento de facções criminosas.
João cita que Raquel diminuiu investimentos em grandes obras no estado. A gestora já rebateu essas alfinetadas ao citar que foca em primeiro consertar e revitalizar espaços que cita como negligenciados por mandatos anteriores.