Professores rejeitam proposta de reajuste da Prefeitura de Olinda e entram em greve

Categoria cobra reajuste de 5,4% de lei federal, enquanto Olinda ofereceu aumento de 2,7% retroativo a maio e compromisso de novo ajuste em outubro

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 08/06/2026, às 12h28

Prefeitura de Olinda
Prefeitura de Olinda - Reprodução/Prefeitura de Olinda

O Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda entrou em estado de greve após rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Olinda.

A categoria cobra a aplicação integral do reajuste de 5,4% do piso nacional do magistério, definido pelo Governo Federal para 2026.

A prefeitura propôs aumento de 2,7% retroativo a maio e outros 2,7% em outubro, proposta rejeitada por unanimidade pelos professores.

Além da questão salarial, o sindicato denuncia desvalorização profissional, problemas de infraestrutura escolar, assédio e descumprimento de direitos.

A gestão municipal afirma manter diálogo com a categoria, cita limitações financeiras e informa que acompanha os impactos na carga horária dos estudantes.

O Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (SINPMOL) está em estado de greve, após a categoria rejeitar a proposta de reajuste da gestão municipal, na sexta-feira (5).

A organização dos profissionais de educação aponta que o modelo de aumento oferecido pela prefeitura não condiz com o aprovado por legislação federal.

Em janeiro deste ano, o Governo Federal aprovou Medida Provisória que estabelece o piso salarial de R$ 5.130,63 para os magistérios, resultando em um acréscimo de 5,4%.

O acordo apresentado pela Prefeitura de Olinda previa um reajuste menor

A remuneração seria aumentada em 2,7% com efeito retroativo até o mês de maio, e a gestão firmaria o compromisso de realizar outro reajuste por valor igual em outubro, de modo a alcançar "o percentual almejado pela categoria", como afirma a prefeitura. 

O acordo foi rejeitado por unanimidade pela Assembleia Geral do SINPMOL. Em contrapartida, o sindicato decretou estado de greve e aprovou um calendário de luta para os próximos meses. 

"A categoria não aceitará o desmonte da carreira nem abrirá mão de seus direitos. O reajuste do piso é lei e deve ser cumprido. Respeito, valorização e condições dignas de trabalho não são favores. São obrigações", afirma a presidenta do SINPMOL.

Em resposta, a Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Educação, afirmou que "mantém diálogo aberto e busca atender às demandas da categoria, apesar das limitações financeiras", além de afirmar estar monitorando a carga horária de aula dos alunos. 

Além da reivindicação salarial, os profissionais também apontam para falta de valorização profissional, com desmonte de carreira; assédio constante; descumprimento de direitos básicos; e completa falta de infraestrutura nas escolas

Segundo o sindicato, ainda não há data estipulada para novas tratativas.