Raquel Lyra cumpre promessa de campanha e desativa penitenciária de Itamaracá, com foco no turismo

A desativação da Penitenciária Professor Barreto Campelo era uma demanda antiga da população de Itamaracá. A operação para a mudança já foi planejada

Clara Nilo e Cynara Maíra

por Clara Nilo e Cynara Maíra

Publicado em 01/04/2025, às 15h47 - Atualizado em 02/04/2025, às 14h56

A mudança era uma demanda antiga dos moradores do município - Cristiano Régis/SEAP
A mudança era uma demanda antiga dos moradores do município - Cristiano Régis/SEAP

O Governo de Pernambuco iniciou, nesta terça-feira (1º), a desativação total da Penitenciária Professor Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá. A medida atende a um compromisso de campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) e tem como um dos objetivos impulsionar o turismo no Litoral Norte do estado.

A operação, batizada de Ponto Final, envolve a transferência de todos os detentos para outras unidades prisionais da Região Metropolitana do Recife (RMR).

A penitenciária, que funcionava há mais de 50 anos, abrigava 472 presos em regime fechado. O processo de remoção dos detentos conta com um esquema de segurança envolvendo 115 policiais penais, 332 policiais militares, 12 policiais civis, além do apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e de serviços de inteligência. Drones e câmeras monitoram toda a operação.

A decisão do governo leva em conta as condições estruturais precárias da unidade. Relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) apontavam deterioração em pavilhões, setores administrativos e na muralha da penitenciária, além de falhas no sistema de esgoto e na infraestrutura de segurança.

"Considero um grande avanço para o sistema prisional do estado, pois a desativação da Barreto Campelo significa cuidado e respeito com a população privada de liberdade e os profissionais que lá trabalhavam", afirmou o secretário da SEAP, Paulo Paes.

A retirada da penitenciária do território de Itamaracá atende a uma reivindicação histórica da população local e do setor turístico. A presença do presídio era vista como um entrave para a valorização da região, conhecida por suas praias e pelo Forte Orange.

Ainda não há definição sobre a destinação da área onde funcionava a unidade, mas o governo deve apresentar um plano de requalificação para o espaço.