Quaest: 53% dos brasileiros dizem confiar nas urnas eletrônicas; Nordeste registra maior índice de concordância

Levantamento da Quaest ouviu 2.004 pessoas e mostra maioria favorável ao sistema eleitoral, com variações por região, renda e voto em 2022

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 16/02/2026, às 07h55

Urna eletrônica
Confira o desempenho da Quaest no segundo turno das eleições municipais de 2024 - Foto: Nelson Jr. / Ascom / TSE

53% dizem confiar nas urnas eletrônicas; 43% discordam.

Nordeste registra maior índice de concordância.

Confiança é maior entre eleitores de Lula.

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas e tem margem de erro de 2 pontos.

Pesquisa Quaest divulgada nesta semana aponta que 53% dos brasileiros concordam com a afirmação de que as urnas eletrônicas são confiáveis. Outros 43% disseram discordar da frase. Há ainda 1% que não concorda nem discorda e 3% que não souberam ou não responderam.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas presencialmente, em domicílios, com aplicação de questionário estruturado.

Por região, o Nordeste apresentou o maior índice de concordância com a confiabilidade das urnas, com 59%, enquanto 37% discordaram. No Sudeste, 54% afirmaram confiar no sistema, contra 42% que discordaram. No Sul, houve empate: 48% concordaram e 48% discordaram. No Centro-Oeste, os percentuais também ficaram divididos, com 48% para cada posição.

Entre os entrevistados que concordam com a confiabilidade do sistema, 75% declararam ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Outros 26% afirmaram ter votado em Jair Bolsonaro, e 59% disseram ter votado em branco, nulo ou não comparecido às urnas. Entre os que discordam da confiabilidade, 22% relataram voto em Lula, 69% em Bolsonaro e 38% afirmaram ter votado em branco, nulo ou se abstido.

Na análise por faixa etária, 57% dos entrevistados de 16 a 34 anos concordam que as urnas são confiáveis, ante 40% que discordam. Entre 35 e 59 anos, os percentuais são de 50% e 47%, respectivamente. Já na faixa de 60 anos ou mais, 53% concordam com a confiabilidade do sistema, enquanto 38% discordam.

Considerando a renda, 55% dos que recebem até dois salários mínimos afirmam confiar nas urnas, contra 40% que discordam. Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, 52% concordam e 44% discordam. No grupo com renda superior a cinco salários mínimos, 52% demonstram confiança e 45% discordam.