Capacitação reúne gestores públicos, setor imobiliário e especialistas para discutir políticas de moradia e desenvolvimento urbano
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 02/06/2026, às 17h33
Pernambuco sedia pela primeira vez curso executivo do Insper sobre habitação.
Formação reúne representantes de 14 municípios da Região Metropolitana.
Programação aborda moradia, regularização fundiária e reabilitação urbana.
Iniciativa envolve Governo do Estado, Insper e Ademi-PE.
Pernambuco sedia, pela primeira vez fora de São Paulo, o curso executivo "Políticas Habitacionais: Resultados e Desafios", promovido pelo Insper em parceria com o Governo de Pernambuco e a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). A programação teve início nesta semana e segue até o próximo sábado, reunindo gestores públicos, representantes do setor produtivo, movimentos sociais e especialistas ligados à área de habitação e desenvolvimento urbano.
A formação tem como objetivo discutir desafios e alternativas para a política habitacional brasileira, com foco em temas como regularização fundiária, produção de moradias, requalificação de áreas urbanas e mecanismos para redução do déficit habitacional. O curso reúne participantes de 14 municípios da Região Metropolitana do Recife e combina aulas teóricas com atividades de campo e visitas técnicas.
A coordenação pedagógica é realizada pelo Laboratório de Cidades Sustentáveis de Pernambuco, vinculado ao Insper Cidades.
Durante a abertura da programação, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, Rodrigo Ribeiro, destacou a importância da iniciativa para o planejamento de políticas públicas voltadas à habitação.
“É um alinhamento de planetas para discutir estratégias com inteligência para resolver o problema do déficit habitacional. Aqui será discutida a solução para os próximos dez anos de habitação e isso deve se reverter em ações dentro dos próprios municípios: discutir legislação, discutir caminhos para atrair investimento e transformar essa realidade da habitação”, afirmou.
Segundo o secretário, a expectativa é que os debates contribuam para a formulação de propostas e ações capazes de ampliar o acesso à moradia em diferentes regiões do estado.
O coordenador do Insper Cidades, José Police Neto, afirmou que a iniciativa busca aproximar a produção acadêmica das experiências vivenciadas por gestores e agentes que atuam diretamente nos municípios.
“Acho que a gente está começando aquilo que é um grande sonho: trazer para cá uma instituição de ensino e pesquisa parceira das instituições locais e daqueles que de fato querem olhar a cidade com a dinâmica que ela tem, produzindo qualidade de vida para toda a população”, disse.
De acordo com ele, a segurança habitacional está no centro das discussões promovidas pelo curso. “A partir de uma matriz que é a segurança habitacional, você provê as famílias daquilo que elas buscam muito, que é a oportunidade de ter um teto digno e uma moradia decente”, afirmou.
Police Neto ressaltou ainda que a programação foi estruturada para discutir tanto os desafios quanto as experiências e soluções desenvolvidas em Pernambuco.
“Até sábado, é uma jornada profunda de entender os nossos problemas, mas mais do que os nossos problemas, as nossas soluções. As soluções pernambucanas para que a Região Metropolitana do Recife seja prazerosa para todos os seus moradores”, declarou.
Representando o setor imobiliário, o presidente da Ademi-PE, Leonardo Queiroz, destacou a possibilidade de cooperação entre iniciativa privada e poder público na elaboração e execução de projetos habitacionais.
“A gente pode ajudar. Procure a gente; de repente, a gente participa desde a elaboração do projeto. Com inteligência, a gente consegue otimizar recursos, consegue ajudar vocês até com a construção também”, afirmou.
Queiroz também relatou a experiência de ter participado de uma edição anterior do curso em São Paulo e avaliou que a capacitação pode contribuir para ampliar o debate sobre políticas de habitação popular.
“É uma semana que transforma realmente o nosso modelo de enxergar e de como a gente pode resolver o déficit habitacional como sociedade”, disse.
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